00:00:00
24 Jun

Nova lei de seguros só terá validade após sua vigência

28 de maio de 2025
530 Visualizações

A nova lei de seguros (Lei nº 15.040/2024), que terá início da vigência em dezembro desse ano, só deverá ser aplicada em contratos celebrados após sua entrada em vigor. O entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux (foto), foi tratado durante a Conseguro 2025, maior conferência do setor segurador, organizada pela Confederação Nacional das Segurados (CNseg), na terça-feira (27), em São Paulo.

Segundo o ministro do STF, o direito está em constante modificação e o novo marco legal dos seguros muda o ambiente objetivo jurídico. Ele ressalta a importância da adequação à jurisprudência até sua aplicação.

“Mesmo com a mudança da lei, essa modificação do entendimento tem de passar por uma profunda fundamentação e, mesmo assim, com efeitos prospectivos. Se no momento da propositura a jurisprudência é aquela, a mudança da jurisprudência deve ser ex nunc para frente e nunca para trás, digamos assim, violando o princípio da vedação de surpresa das decisões judiciais”, afirmou.

A nova legislação foi sancionada em dezembro de 2024, e sua vigência se dá um ano após a sua publicação, ou seja, a partir de 11 de dezembro de 2025. A partir dessa data, as regras sobre seguro privado previstas no Código Civil serão revogadas e a Lei 15.040/2024 passará a reger a matéria.

Diálogo sobre a nova lei

No mês passado foi lançado o livro Lei de Seguros Interpretada. A obra traz uma análise aprofundada de cada um dos 134 artigos da recém-sancionada Lei nº 15.040/2024 – o Novo Marco Legal dos Seguros – e reúne contribuições de 73 profissionais especializados em Direito do Seguro.

Segundo a diretora Jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Glauce Carvalhal, uma das autoras da publicação, a Lei 15.040 representa um avanço importante ao estruturar, de forma mais clara, os direitos e deveres do consumidor de seguros, desde a contratação até a regulação do sinistro.

“Como toda legislação, ela traz consigo desafios significativos. Por isso, é fundamental que haja um verdadeiro espírito de cooperação entre consumidores, seguradoras, reguladores, operadores do Direito e magistrados, para que a lei cumpra, de fato, o propósito para o qual foi concebida”, reforçou.

Veja também: Luiz Fux defende a segurança jurídica como base para o mercado de seguros durante a Conseguro 2025

Assessoria de Imprensa CNseg

You may be interested

Brasil e Reino Unido ampliam parceria para seguros e desenvolvimento econômico
sem-categoria
42 Vizualizações
sem-categoria
42 Vizualizações

Brasil e Reino Unido ampliam parceria para seguros e desenvolvimento econômico

Publicação - 24 de junho de 2026

Seguros e resseguros não são elementos periféricos da economia; são instrumentos essenciais para viabilizar investimentos, reduzir incertezas e sustentar o crescimento econômico. A avaliação foi feita pelo…

Seguro de Vida ganha novas funções na terceira idade
Artigo
56 Vizualizações
Artigo
56 Vizualizações

Seguro de Vida ganha novas funções na terceira idade

Publicação - 24 de junho de 2026

O aumento da expectativa de vida dos brasileiros tem provocado mudanças na forma como as pessoas encaram o planejamento financeiro e a proteção patrimonial. Se em outras…

Zurich reforça papel consultivo dos corretores na oferta de seguro de vida
Zurich Seguros
59 Vizualizações
Zurich Seguros
59 Vizualizações

Zurich reforça papel consultivo dos corretores na oferta de seguro de vida

Publicação - 24 de junho de 2026

Em um mercado em que a proteção financeira passa a fazer parte de conversas mais amplas sobre planejamento e cuidado familiar, o seguro de vida também amplia…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin