A nova lei de seguros (Lei nº 15.040/2024), que terá início da vigência em dezembro desse ano, só deverá ser aplicada em contratos celebrados após sua entrada em vigor. O entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux (foto), foi tratado durante a Conseguro 2025, maior conferência do setor segurador, organizada pela Confederação Nacional das Segurados (CNseg), na terça-feira (27), em São Paulo.
Segundo o ministro do STF, o direito está em constante modificação e o novo marco legal dos seguros muda o ambiente objetivo jurídico. Ele ressalta a importância da adequação à jurisprudência até sua aplicação.
“Mesmo com a mudança da lei, essa modificação do entendimento tem de passar por uma profunda fundamentação e, mesmo assim, com efeitos prospectivos. Se no momento da propositura a jurisprudência é aquela, a mudança da jurisprudência deve ser ex nunc para frente e nunca para trás, digamos assim, violando o princípio da vedação de surpresa das decisões judiciais”, afirmou.
A nova legislação foi sancionada em dezembro de 2024, e sua vigência se dá um ano após a sua publicação, ou seja, a partir de 11 de dezembro de 2025. A partir dessa data, as regras sobre seguro privado previstas no Código Civil serão revogadas e a Lei 15.040/2024 passará a reger a matéria.
Diálogo sobre a nova lei
No mês passado foi lançado o livro “Lei de Seguros Interpretada”. A obra traz uma análise aprofundada de cada um dos 134 artigos da recém-sancionada Lei nº 15.040/2024 – o Novo Marco Legal dos Seguros – e reúne contribuições de 73 profissionais especializados em Direito do Seguro.
Segundo a diretora Jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Glauce Carvalhal, uma das autoras da publicação, a Lei 15.040 representa um avanço importante ao estruturar, de forma mais clara, os direitos e deveres do consumidor de seguros, desde a contratação até a regulação do sinistro.
“Como toda legislação, ela traz consigo desafios significativos. Por isso, é fundamental que haja um verdadeiro espírito de cooperação entre consumidores, seguradoras, reguladores, operadores do Direito e magistrados, para que a lei cumpra, de fato, o propósito para o qual foi concebida”, reforçou.
Veja também: Luiz Fux defende a segurança jurídica como base para o mercado de seguros durante a Conseguro 2025
Assessoria de Imprensa CNseg
You may be interested

Setor de seguros deve movimentar r$ 808 bilhões em 2026; veja como escolher a proteção
Publicação - 14 de setembro de 2026O setor de seguros deve registrar crescimento de 5,7% na arrecadação em 2026, que poderá alcançar R$ 808 bilhões, segundo projeção da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).…

Pluvon transforma eventos em ambientes de negócios para o mercado de seguros
Publicação - 14 de setembro de 2026À frente da empresa, executiva reúne inteligência de mercado, curadoria de conteúdo e networking estratégico em encontros no Brasil e no exterior e prepara novos projetos para…

Com IA proprietária, Pier ultrapassa 200 mil clientes e projeta crescimento de 50% no seguro automóvel
Publicação - 14 de setembro de 2026Recém-eleita a melhor seguradora automotiva do Brasil no ranking World's Best Insurance Companies 2026, elaborado pela Statista em parceria com a Forbes, a Pier, que tem a…
Mais desta categoria

Sicredi Dexis atinge marca histórica de R$ 20 bilhões em recursos para porte
Publicação - 14 de setembro de 2026
Ana Quintela é a nova superintendente de Marketing da Allianz Seguros
Publicação - 14 de setembro de 2026










