O mercado de seguros no Brasil tem vivenciado um crescimento acelerado, impulsionado pelos investimentos em tecnologia e pela maior conscientização da população em relação aos benefícios de se estar protegido em casos de imprevistos. Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), só no ano passado, o setor registrou uma arrecadação recorde de R$ 435 bilhões, um aumento de 12,2% em relação ao ano anterior, com uma projeção futura ainda mais otimista. Segundo a pesquisa, é esperado que em 2025 o mercado apresente um crescimento de 10,1%, com arrecadação estimada em R$ 747,3 bilhões, fazendo com que a participação do setor no PIB nacional suba de 6,3% para 10% até 2030.
Neste cenário, um dos segmentos de maior destaque é o de seguros de vida, impulsionado tanto pelo aumento da conscientização da população em relação aos benefícios que podem ser usados ainda em vida, como pela transformação digital das insurtechs. Um levantamento da Azos, companhia referência no setor, corrobora esses dados, apontando um crescimento de 88,17% na contratação de apólices entre 2023 e 2024, com um salto expressivo entre os jovens de 20 a 24 anos (+139%) e de 25 a 29 anos (+118%).
“É possível ver uma mudança significativa na forma como os brasileiros enxergam o seguro de vida. Hoje ele é cada vez mais procurado por quem quer garantir proteção não só para familiares, mas também para imprevistos que ocorrem em vida. Esse movimento, aliado à digitalização, tem impulsionado o setor, permitindo que as pessoas acessem coberturas personalizadas de forma rápida e descomplicada”, explica Bernardo Ribeiro, cofundador e CMO da Azos.
Apesar dos avanços, o setor ainda tem muito espaço para crescer. No Brasil, a penetração do seguro de vida representa cerca de 6,3% do PIB, enquanto em mercados mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, esse percentual já ultrapassa os 10%. Além disso, o país continua atrás de vizinhos da América Latina, como Peru, México e Colômbia, onde a cultura de proteção financeira se encontra mais consolidada.
“Embora o mercado de seguros de vida no Brasil siga avançando, ainda enfrentamos um grande desafio cultural. A grande questão é que a modalidade precisa ser vista como uma necessidade para além de situações extremas, assim como um plano de saúde ou uma previdência”, afirma Bernardo Ribeiro.
Cobertura para Doenças Graves também é fator determinante na expansão do setor
O aumento de casos relacionados a doenças graves como AVC, Câncer e infartos também têm impulsionado uma maior conscientização sobre a importância do seguro de vida, especialmente diante do impacto significativo dessas patologias na vida dos segurados. É o que revela um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), que mostrou que somente no ano passado as seguradoras pagaram um montante de R$ 1,2 bilhão em indenizações para doenças graves nos sete primeiros meses de 2024.
Além disso, uma pesquisa da própria Azos revelou que a maioria dos sinistros de Doenças Graves estão diretamente ligada a doenças como câncer (70,7%), infarto agudo do miocárdio (9,8%) e AVC agudo (5,3%). Os dados demonstraram uma preocupação crescente, especialmente em um momento em que o Brasil registra um aumento expressivo nos diagnósticos de câncer.
De acordo com um relatório divulgado pela Fundação Oswald Cruz (Fiocruz), a doença deve se tornar a principal causa de morte por enfermidade até 2030, com custos de tratamento que podem ultrapassar R$ 100 mil por ano. O impacto já é evidente: entre 1996 e 2020, as mortes por câncer aumentaram 122%, enquanto as causadas por enfermidades cardiovasculares – atualmente a principal causa de óbito no país – cresceram 43% no mesmo período.
É diante desse panorama, que o mercado segurador tem se movimentado para oferecer coberturas mais abrangentes e específicas, acompanhando as mudanças nas demandas de saúde da população, como o DG30, produto recentemente lançado pela insurtech, que tem cobertura para uma série de doenças graves, cirurgias e transplantes.
“A cobertura de doenças graves representa um passo estratégico não apenas para as empresas de seguro, mas para o mercado segurador brasileiro, que precisa acompanhar as transformações do cenário de saúde no país. Com o aumento expressivo dos casos de doenças graves, oferecer uma cobertura mais ampla é essencial para garantir proteção financeira em um momento em que os impactos dessas enfermidades são cada vez mais significativos. Ampliar a cobertura significa oferecer mais tranquilidade em um momento em que o impacto financeiro pode ser devastador”, destaca Bernardo.
Com o aumento da conscientização sobre doenças graves e a maior capacidade das seguradoras em oferecer coberturas específicas e adequadas, a tendência é que o mercado continue a crescer, oferecendo mais opções e flexibilidade aos consumidores.
“Nos últimos anos, o número de brasileiros que investem em seguros tem aumentado, refletindo uma maior compreensão sobre a importância da proteção financeira. A expectativa é que com o crescimento da oferta e a evolução das opções de cobertura, o mercado de seguros continue se consolidando como uma escolha essencial para o planejamento financeiro de longo prazo”, conclui.
NR7
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