00:00:00
08 May

Primeira reunião da diretoria da FenSeg define desafios para o triênio

20 de março de 2025
302 Visualizações

A primeira reunião da nova diretoria da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) definiu o principal foco da entidade para o triênio 2025-2027. Entre os principais desafios destacados estão as adaptações operacionais das seguradoras com a entrada em vigor da nova Lei de Seguro, em dezembro deste ano, e o acompanhamento da regulamentação da nova legislação pela Susep.

O encontro, realizado na última quinta-feira (13), também marcou a eleição para a presidência das Comissões Técnicas da FenSeg, que agora somam 14, com a inclusão da nova Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos.

Para o presidente Ney Ferraz Dias, a missão da nova diretoria – composta por 22 diretores – é seguir representando as seguradoras que atuam no segmento de seguros de danos e responsabilidades, especialmente na promoção dos mais de 90 ramos e modalidades oferecidos pelo setor.

“Nos próximos três anos, enfrentaremos desafios importantes. Um, porém, exige nossa atenção imediata: apoiar as seguradoras nas adaptações com a nova Lei de Seguro e acompanhar de perto, junto à Susep, a sua regulamentação”, explicou o presidente da FenSeg.

Além disso, Dias destacou a responsabilidade constante da FenSeg em comunicar de forma clara os benefícios dos seguros de danos e responsabilidades à sociedade. Em 2024, esse segmento pagou mais de R$ 60 bilhões em indenizações, o que representa um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. Já a arrecadação do setor ficou em R$ 134,4 bilhões, aumento de 7,4%, conforme dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da FenSeg.

Na avaliação do dirigente, o desempenho do segmento reflete uma expansão geral em seus diversos ramos, evidenciando o crescente reconhecimento dos brasileiros sobre a importância do seguro na proteção de seus bens e riscos pessoais e empresariais. “É relevante observar que todos os ramos de seguros de danos e responsabilidades apresentaram resultados positivos, desde os mais tradicionais, como automóvel, rural e residencial, até aqueles voltados para grandes obras de infraestrutura e para empresas de diferentes portes, passando por embarcações, aeronaves e transporte de carga”, afirma.

Destaques do mercado:

  • Automóvel: R$ 57,6 bilhões em arrecadação (+3,2%) e R$ 33,5 bilhões em indenizações. Observação importante: a procura pelos serviços de Assistência e outras coberturas cresceu 29,1% (R$ 7,9 bilhões arrecadados), enquanto os valores indenizados subiram 20,1% (ou R$ 3,7 bilhões). Além disso, a cobertura de Responsabilidade Civil Facultativa, que cobre danos a terceiros, teve crescimento de 8,7% (R$ 13,1 bi arrecadados), com aumento de 7,6% nas indenizações pagas, que somaram R$ 7,8 bilhões.
  • Rural: R$ 14,1 bilhões arrecadados (+1,5%) e R$ 4,2 bilhões em indenizações. Aqui, também vale observar a aceleração da procura pelas modalidades Seguro Vida Produtor e Penhor Rural, que arrecadou R$ 7,9 bilhões, aumento de 15,6%; e Seguro Pecuário, expansão de 72,3% na arrecadação (R$ 170,3 milhões).
  • Patrimoniais Grandes Riscos: R$ 8,7 bilhões (+14,4%) e R$ 6 bilhões em indenizações.

Além disso, o avanço mais expressivo na arrecadação foi observado nos seguintes ramos:

  • Condomínio: +29,4%
  • Fiança Locatícia: +23,3%
  • Cascos Marítimos e Aeronáuticos: +21,1%
  • Garantia: +17,6%

Crescimento robusto em outros segmentos:

  • Residencial: R$ 6 bilhões (+16,5%)
  • Habitacional: R$ 7,1 bilhões (+11,2%)
  • Empresarial: R$ 4,3 bilhões (+11,5%)
  • Transportes: R$ 6,1 bilhões (+5,5%)
  • Garantia Estendida: R$ 3,8 bilhões (+10,9%)

O grupo de seguros de Responsabilidades foi um destaque à parte, ao arrecadar R$ 4,4 bilhões, representando um aumento de 11,9%. As diversas modalidades de Responsabilidade Civil tiveram desempenhos positivos: RC Geral (R$ 1,98 bi arrecadados, crescimento de 10,2%); RC D&O, seguro para executivos (R$ 1,1 bi/7,7%); RC Profissional (R$ 866 milhões/18,7%); Riscos Ambientais (R$ 193 milhões/20,9%); Riscos Cibernéticos (R$ 238 milhões/16,8%). No total, este grupo de seguros pagou R$ 1 bilhão em indenizações.

Em conjunto, o grupo de seguros de responsabilidades pagou R$ 1 bilhão em indenizações.

Além da maior percepção de valor sobre os seguros que protegem contra danos e cobrem responsabilidades civis, alguns eventos climáticos extremos contribuíram para a expansão, tanto nas contratações quanto nas indenizações pagas, a exemplo das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul e as queimadas que avançaram sobre diversas regiões do país.

Assessoria de Imprensa da CNseg

You may be interested

CCS-RJ oferece novo benefício exclusivo para associados
CCS-RJ
44 Vizualizações
CCS-RJ
44 Vizualizações

CCS-RJ oferece novo benefício exclusivo para associados

Publicação - 8 de maio de 2026

Os associados do Clube de Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), passam a contar com um novo plano odontológico desenvolvido especialmente para atender às suas…

Maio Amarelo reforça alerta sobre práticas do seguro automotivo
Sindsegnne
57 Vizualizações
Sindsegnne
57 Vizualizações

Maio Amarelo reforça alerta sobre práticas do seguro automotivo

Publicação - 8 de maio de 2026

Com o aumento das campanhas de conscientização no trânsito durante o movimento Maio Amarelo, especialistas alertam que a atenção dos motoristas deve ir além da direção segura.…

Hailton Madureira assume a Diretoria de Relações Institucionais da CNseg
CNseg
60 Vizualizações
CNseg
60 Vizualizações

Hailton Madureira assume a Diretoria de Relações Institucionais da CNseg

Publicação - 8 de maio de 2026

Hailton Madureira assumiu neste mês de maio a diretoria de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras. Com trajetória consolidada no Executivo Federal, o engenheiro mecânico e…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin