O seguro de crédito passou a merecer atenção redobrada a partir das informações negativas referentes a uma das maiores redes varejistas do país, entre outras empresas. “Essa situação abalou toda a economia e pode-se dizer que foi um marco para nosso segmento de atuação”, afirma Rosana Passos de Pádua, CEO da Coface Brasil, companhia líder em seguro de crédito e fornecimento de informações comerciais. “Podemos dizer que o mercado de seguro de crédito se divide entre antes e depois desses eventos. A partir desses casos, acendeu um sinal de alerta para a necessidade de estar protegido para situações imprevistas. O seguro de crédito deve ser contratado para proteção de eventos inesperados, assim como os demais seguros que existem”.
De acordo com Rosana Passos de Pádua, nos últimos dias a Coface passou a receber um número crescente de pedidos de informação sobre o seguro de crédito. As companhias, segundo ela, estão constatando que essa é a única ferramenta eficiente diante de casos imprevistos: “Está ficando cada vez mais evidente que, ao contratar o seguro de crédito da Coface, a empresa passa a receber uma avaliação da carteira feita por especialistas e tem um acompanhamento contínuo. Com isso, identificamos facilmente os clientes em situação difícil e os bons pagadores, o que deixa as empresas informadas sobre os riscos, mesmo os mais inesperados”.
Ao se inteirar dos detalhes, afirma a CEO da Coface Brasil, as companhias verificam que o custo de contratar esse seguro é muito baixo comparado ao benefício, ao contrário do que se costuma imaginar. Além disso, ficam informadas sobre a abrangência e qualidade das informações oferecidas, optando pela segurança em lugar do “achismo”: “Ainda há companhias que dizem não precisar do seguro de crédito porque ‘conhecem bem’ seus clientes e confiam neles. Mas não se trata de confiança, é uma questão de circunstância. As empresas não precisam correr um risco desnecessário quando têm à disposição uma ferramenta que as protege a um baixo custo de contratação”.
Rosana Passos de Pádua lembra que a Coface tem clientes de diferentes portes, incluindo exportadoras que contratam o seguro de crédito: “A ferramenta também é muito útil para quem exporta. Imagine um empresário que precisa vender para qualquer parte do mundo sem conhecer os clientes e os mercados. Nesses casos, além do possível desconhecimento específico sobre as empresas de diferentes regiões, pode-se também estar correndo o risco-país, por falta de informações. Esse problema é resolvido com o seguro de crédito que, além disso, abre a possibilidade de utilização do Proex, do Banco do Brasil, que com o nível de juros que temos hoje torna a operação superatrativa”.
De acordo com a CEO da Coface Brasil, as incertezas do cenário econômico já vinham chamando a atenção desde o início da escalada da taxa de juros: “Tivemos uma queda acentuada da inadimplência em 2021 mas na virada de ano para 2022 já percebemos um aumento no número de sinistros. À medida que os juros foram subindo, a curva de inadimplência também se acentuou e chegamos agora a níveis recorde de atraso de pagamentos.”
Atualmente, as empresas estão fazendo um esforço ainda maior para conseguir resultado suficiente para pagar o serviço da dívida. A executiva afirma que, na maioria dos casos, a solução tem sido diminuir de tamanho para conseguir gerar caixa a ponto de reduzir a alavancagem: “Não se pode esquecer que muita empresa cresceu alavancada porque estava barato tomar recursos no período de juros baixos. Com um cenário totalmente diferente, agravado agora pelos casos mais recentes, a busca por proteção tem sido ainda maior”.
Em um quadro tão desfavorável, que cria dificuldades principalmente no fluxo de caixa, o seguro de crédito torna-se um diferencial importante para as empresas em relação a suas concorrentes. “As companhias precisam cada vez mais de proteção, mas não têm outras alternativas eficazes comparadas ao seguro de crédito para proteção de resultado e de fluxo de caixa. Na maioria dos casos, opta-se por diminuir o tamanho da empresa para gerar caixa a ponto de reduzir a alavancagem. O seguro de crédito é um aliado importante em situações como essas, evitando que fatos inesperados tornem ainda mais difícil sobreviver em meio a tanta turbulência”.
O mercado de informações, no qual a Coface também é atuante, tem igualmente registrado grande movimento nos últimos dias, pois, muitas companhias buscam dados de qualidade sobre suas cadeias de suprimentos, através de informação qualificada e monitoramento de fornecedores.
Tamer Comunicação
You may be interested

Liderança ética e governança: o pilar inegociável na era da IA e ESG
Publicação - 14 de julho de 2026Em um cenário corporativo onde a inteligência artificial (IA) redefine limites e a sustentabilidade se torna obrigatória, a integridade e a governança ética emergem não como meros diferenciais, mas…

Chegada do Hospital Santa Lúcia Bauru potencializa atuação do corretor no interior paulista
Publicação - 14 de julho de 2026A inauguração no último dia 30/6 do Hospital Santa Lúcia Bauru, unidade do Grupo Santa, que conta com participação societária da Atlântica Hospitais (Bradsaúde), amplia as oportunidades…

Grupo HDI abre inscrições para o Edital de Projetos Incentivados 2027 por meio das marcas HDI Seguros e Yelum
Publicação - 14 de julho de 2026O Grupo HDI, responsável pelas marcas HDI Seguros, Yelum, Aliro, Facil Assist e Agrega, abre as inscrições para o Edital de Projetos Incentivados 2027. A iniciativa selecionará…
Mais desta categoria


Susep divulga Boletim com dados do mercado supervisionado até maio de 2026
Publicação - 14 de julho de 2026
MAG promove Diálogos Plurais e reúne especialistas e lideranças para debater longevidade e inclusão
Publicação - 14 de julho de 2026









