O número de acidentes envolvendo o transporte de cargas marítimo chamou atenção no último mês de março. Diversos navios registraram diferentes tipos de sinistros, de incêndios complexos no porão, passando por tempestades e até colisões entre duas embarcações, causando a perda de contêineres.
Logo no começo do mês, em 3 de março, o Maersk Shangai descartou 73 contêineres por conta de uma intensa tempestade na região do Oregon, nos Estados Unidos. Cinco dias depois, o Maersk Honam sofreu um grande incêndio a 900 milhas náuticas de Oalhat, em Omã.
No dia 15 de março, um navio carregado com 62 mil toneladas de fertilizantes encalhou no canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no estado do Paraná. Já no dia 19 de março, os navios MV Tolten e MV Hamburg Bay colidiram no Terminal de Karachi, no Paquistão, causando a perda de 21 contêineres que caíram na água.
“Apesar do crescente desenvolvimento da tecnologia nas embarcações, o aumento considerável do comércio marítimo tem contribuído para o número de acidentes, principalmente nas entradas e saídas dos portos”, explica Vanderlei Moghetti, gerente de Sinistros da Argo Seguros. “Além disso, as vezes a falta de cuidado para o acondicionamento da carga nos navios acaba gerando acidentes inesperados”, completa.
O crescimento do número de acidentes reforça a importância do seguro de transporte de cargas, que visa proteger as mercadorias contra os mais diversos riscos – como incêndios, queda, extravio e roubo – desde a origem até o seu destino final. Existem dois tipos de apólices para essas situações, as abertas (ou de averbação) e as avulsas.
Basicamente, o que as difere é a frequência de utilização. Enquanto a primeira é mais indicada para empresas que frequentemente transportam mercadorias, a segunda é voltada para empresas de pequeno e médio porte, além de pessoas físicas, que importam ou exportam mercadorias esporadicamente.
“As apólices avulsas são uma boa solução para quem deseja evitar qualquer tipo de problema com o transporte de sua mercadoria. Basta lembrar que quando trazemos algo dos Estados Unidos ou da China, que fica do outro lado do mundo, por exemplo, essa operação envolve alguns riscos que podem ser facilmente evitados”, explica Mariana Miranda, gerente de Subscrição Cargo Marine da Argo Seguros.
Vale lembrar que o seguro oferece ainda diversas coberturas adicionais para eventos extraordinários, como guerra e greves. Dependendo da apólice, as seguradoras ficam responsáveis também após o desembarque e no percurso complementar até o destino final.
“São por situações como essas que orientamos aos importadores que jamais realizem suas operações sem a contratação de um seguro de transporte internacional, pois correm risco de sofrerem um enorme prejuízo em caso de algum sinistro no navio ou com sua carga”, finaliza Mariana.
Pauta Vip
Foto : Visual Hunt
You may be interested

AIDA e IAP realizam o “VIII Simpósio de Processo Civil e Seguro”
Publicação - 13 de maio de 2026A seção Brasil da AIDA - Associação Internacional de Direito de Seguro – e o Instituto dos Advogados do Paraná irão realizar, dia 19 de maio (terça-feira),…

Bradesco Seguros divulga Relatório Integrado de Sustentabilidade
Publicação - 13 de maio de 2026O Grupo Bradesco Seguros apresenta seu Relatório Integrado de Sustentabilidade 2025, que consolida as principais ações, indicadores e resultados relacionados à incorporação de critérios ambientais, sociais e…

Dia Continental do Seguro: proteger patrimônios e preservar futuros
Publicação - 13 de maio de 2026O seguro costuma ser lembrado apenas nos momentos de dificuldade. Após um acidente, uma enchente, um incêndio, um roubo ou qualquer situação inesperada que gera prejuízo, ele…
Mais desta categoria

Allianz reúne colaboradores e executivos para promover cultura voltada ao bem-estar
Publicação - 13 de maio de 2026











