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30 Jan

Aos 185 anos, Mongeral Aegon vive o futuro ratificando parceria com os corretores

No Brasil, é raro uma empresa ultrapassar um século de vida. É um feito heroico num país repleto de vicissitudes políticas e econômicas. O desafio torna-se ainda mais árduo, quando não há interrupções na linha do tempo. Raras organizações ultrapassaram a marca do sesquicentenário. E 185 anos? Esse é o caso da seguradora Mongeral Aegon ou MAG, nova denominação para a sua marca comercial (leia texto nesta reportagem).
Num evento recente e grandioso, no Rio de Janeiro, demonstrou impecável jovialidade em tempos de revolução tecnológica. Afinal, faltam apenas 15 anos para o bicentenário. Nos palcos do Rio Centro, a seguradora trouxe o Magnext que reuniu cerca de duas mil pessoas, sobretudo corretores de seguros e convidados, oferecendo um belo cardápio. Assuntos como investimentos, inovação e tecnologia trouxeram como protagonistas os principais executivos da seguradora. Além do CEO Helder Molina, participaram com suas considerações Alex Wynaendts (CEO do Grupo Aegon), Mark Mullin (CEO Management Board Aegon) e David Roberts da Singularity University (Universidade do Vale do Silício).
Estrategicamente, a questão intrincada da reforma da Previdência abriu oficialmente o Magnext. Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon (MAG), um dos profundos conhecedores sobre o tema, fez algumas provocações. Ele lamentou a ilusão de quem recolheu um valor substantivo em décadas de trabalho e pensar receber, ao final, um montante equivalente. “Quem paga a previdência social? O governo! E o governo somos nós. Se o governo não vai bem, quem não vai bem é a sociedade, que vota mal. Essas são as grandes dificuldades de compreender a previdência”, ressaltou, enérgico, Molina.
Dos cerca de 210 milhões de brasileiros, 30 milhões correspondem a pessoas acima de 60 anos de idade. A expectativa é que, até 2050, um a cada três pessoas seja idosa. Molina sugere um trabalho de conscientização junto aos contribuintes para criem o hábito de poupar e investir em previdência privada ou em aplicações que haja retorno financeiro. “Esse é um cenário que já existe há muito tempo mundo afora”, considerou Molina. Mas, por aqui, a realidade é oposta. Apenas 5% dos brasileiros reservam dinheiro para o futuro. Portanto, considerou o executivo, há um despreparo para o envelhecimento atrelado à dependência extrema do Estado.
Segundo Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade do Grupo Mongeral, “o Brasil é um dos países que apresenta uma das taxas de crescimento de população superior a 50 anos mais rápidas do mundo”. A média é de 1,28%. Estados Unidos e França seguem em 0,50% e 0,37%, respectivamente. O planeta, em geral, cresce 0,71%. Em 1950, a expectativa de vida do brasileiro beirava os 51 anos. Já em 2018, saltou para 76 anos. Daqui a 30 anos, em 2050, a média de vida será 81 anos. E cada vez mais a taxa de natalidade diminui.

Adesão ao seguro de vida

A companhia fala com autoridade sobre temas muito ligados à vida do brasileiro. E para ser quase bicentenária é preciso competência e inovação. Os números são incontestáveis: a previsão de crescimento da seguradora MAG para 2020 é de 19%, percentual ligeiramente superior à projeção do mercado brasileiro, de 11%. Graças a um trabalho intensivo de conscientização da importância do seguro de vida ao longo tempo, enfim, surgiu o resultado tão esperado: “Os seguros de pessoas devem crescer de 10% a 12% este ano”, calcula vice-presidente do Conselho Consultivo da organização, Marco Antonio Gonçalves. E acrescenta: “o seguro de vida deve passar a ser o protagonista do mercado. É um risco certo”.
Entre os principais fatores para este crescimento, além da maior arrecadação com o seguro de vida, marcos regulatórios, como o seguro on demand e sandbox, além de investimentos em tecnologia e inovação. “As nossas novas formas de distribuição por ferramentas digitais sempre terão a parceria do corretor”, garantiu Gonçalves. A equação é simples. Se, décadas atrás, o processo de aquisição de um seguro demorava de uma semana até um mês, graças à tecnologia, esse tempo cai para apenas 30 minutos, com a ferramenta da Venda Digital, disponível no portal da companhia.
De fato, o corretor é o protagonista nos negócios do Grupo, garantiram o CEO Helder Molina e o diretor comercial Osmar Navarini na abertura do Congresso “Potencialize”. Navarini emendou: “Não imaginávamos a seguradora sobreviver todo esse tempo sem a figura central do corretor no processo de vendas”. E Helder citou um dado que reforça a importância da companhia. “Temos 7 mil profissionais atuando em vida e previdência”, revelou. O diretor comercial mencionou a Câmara de Compensação, criada para auxiliar os consultores a encontrar potenciais clientes. Segundo ele, procurar novos consumidores também deve ser a estratégia da seguradora.
No Magnext, um painel dedicado à análise de tendências para o corretor reuniu os presidentes da Fenacor (Armando Vergílio), Sincor-SP (Alexandre Camillo) e Sincor-RJ (Henrique Brandão), mediado por Marco Antônio Gonçalves. A MAG conseguiu a proeza de reunir Vergílio e Brandão, com suas visões distintas sobre o mercado, algo até então inédito. Contudo houve unanimidade sobre os efeitos deletérios da Medida Provisória 905/19, precisamente o artigo 51, incisos III e IV, que revogam a Lei 4.594/64, que regulamenta a atividade profissional.
“A Fenacor rejeita a revogação da Lei 4.594. Precisamos ter regras claras quanto ao exercício regular da profissão e da atividade de intermediação por tratar-se de venda técnica consultiva”, considerou Vergílio. Ele garantiu que a federação irá propor uma ação direta de inconstitucionalidade contra a MP. Camillo, por sua vez, afirmou a união das três entidades, “que estarão de mãos dadas em prol do interesse do corretor”. E Brandão disse estar trabalhando 24 horas para o corretor voltar ao sistema, pois o profissional “precisa de dignidade”.

Anúncios de impacto

É possível uma empresa ser moderna, fundada em 1835? A Mongeral Aegon (MAG) provou que sim. Além de trazer seus principais executivos para o evento que falaram sobre o futuro do mercado de vida e previdência e a estratégia dos investimentos, o tema inovação marcou território no Magnext. Talvez a palestra mais impressionante foi a proferida por David Roberts, considerado como um dos maiores especialistas mundiais em tecnologia disruptiva e inteligência artificial. “Em 20 anos, o telefone vai ser mais inteligente que você. Será um futuro muito estranho”, disse ele a uma plateia perplexa.
Modernidade a caminho do bicentenário. A frase resume bem as novidades anunciadas pela companhia. A primeira foi a mudança da marca comercial para “MAG”, resultado da contração de “Mongeral Aegon Group”. A ideia de criar uma sigla mais simples e curta objetiva promover o reconhecimento da companhia no mercado brasileiro junto aos públicos de interesse. Para o diretor de Marketing do Grupo, Nuno Pedro David, a sigla mais simples, curta e eficaz contribuirá para o reconhecimento da marca no mercado nacional junto aos públicos de interesse da companhia.
A outra grande novidade é o lançamento de uma conta digital para os corretores, na forma de um cartão de crédito pré-pago internacional. Será uma conta inicialmente para receber pagamentos, recarga de celular, transferência via TED e entre contas da instituição, que pode ser utilizada por pessoas física e jurídica. O cartão é decorrente do lançamento da nova fintech do grupo, a MAG Finanças, que deverá ter 2 milhões de pessoas relacionadas como corretores e parceiros.
A Magnext trouxe, ainda, o economista Ricardo Amorim que avaliou o atual momento da economia brasileira, com projeções e dados estatísticos apontando perspectivas da retomada de crescimento e seu impacto nos negócios. Personalidades do esporte e da música também marcaram presença. Apresentaram seus “cases” e experiências de vida, pela ordem, a jogadora Marta, o técnico de vôlei Bernardinho e o cantor e compositor Carlinhos Brown. E como faz habitualmente, a Mongeral Aegon premiou os destaques de vendas e fez a entrega do “Galo de Ouro”. “Corretores, continuem conosco, e sejam bem-vindos ao futuro”, convidou o CEO Helder Molina.

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