Eventos que duram poucos instantes podem deixar prejuízos que levam meses para serem recuperados. Fortes chuvas, enchentes e incêndios podem resultar em cerca de R$ 38,5 milhões em indenizações de seguros de veículos neste ano em Minas Gerais, segundo levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
Foram contabilizados aproximadamente 700 sinistros com automóveis e 30 com motocicletas em cidades mineiras, além de quase 1 mil pedidos de assistência. O levantamento reúne informações de 14 seguradoras, responsáveis por aproximadamente 84% do mercado de seguro auto que atuam em cidades mineiras.
Os números ajudam a mostrar como acidentes, incêndios e eventos climáticos podem atingir, ao mesmo tempo, patrimônio familiar, empresas e recursos públicos. É nesse contexto que Uberlândia recebe, na quinta-feira, 22 de outubro, entre 08h e 13h, no Nóbile Suítes, uma edição do projeto Cidades Protegidas, conduzido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG).
A proposta é discutir a gestão dos riscos antes que eles se transformem em perdas financeiras. O encontro reunirá representantes do poder público, mercado de seguros, empresas, entidades de diferentes setores econômicos e forças de segurança.
Para o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, os números mostram que o debate não pode ficar limitado às administrações municipais. “Quando uma enchente destrói um veículo, um incêndio atinge uma residência ou uma empresa precisa interromper suas atividades, existe um impacto financeiro imediato“, diz.
Segundo ele, a gestão de riscos começa antes da ocorrência, com planejamento e identificação das vulnerabilidades. “O seguro entra nesse processo como uma das formas de transferir parte desse risco e preservar patrimônio, renda e capacidade de recuperação“, pontua.
Uberlândia registra 406 ocorrências de incêndio neste ano
Em Uberlândia, dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) mostram que os incêndios fazem parte desse risco cotidiano. Até 10 de junho deste ano, a cidade havia registrado 406 ocorrências de incêndio em 2026. Desse total, 194 eram incêndios estruturais ou urbanos (Paranaíba Mais).
Entre os casos urbanos, foram 43 incêndios em casas e 13 em apartamentos, totalizando 56 ocorrências residenciais. Outros 42 chamados envolveram veículos automotores (Paranaíba Mais).
No estado, o problema tem dimensão ainda maior. Minas Gerais já acumulava 1.772 incêndios residenciais em 2026 até agosto, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Em todo o ano passado, foram 3.011 ocorrências desse tipo (Estado de Minas).
Uma pesquisa do próprio Corpo de Bombeiros divulgada neste ano também mostrou que 64,25% dos 3.391 incêndios em edificações analisados ocorreram em residências. Em 45% dos casos, o fogo começou no quarto; outros 21% tiveram início na cozinha e 11% na sala. Falhas em equipamentos e fenômenos elétricos aparecem entre as principais origens investigadas.
Segundo Bentes, olhar para esses episódios ajuda a aproximar a gestão de riscos da realidade das famílias. “Quando falamos em proteção, estamos falando também da casa, do carro, da saúde financeira e daquilo que uma família levou anos para construir. O papel da prevenção é fazer com que uma ocorrência inesperada não se transforme em uma perda que a pessoa não tenha condições de absorver“, pontua.
Empresas e poder público também entram na conta
A discussão do Cidades Protegidas também envolve empresas. Um incêndio em uma loja, uma enchente que interrompe uma indústria ou a perda de veículos utilizados em uma operação pode afetar produção, empregos, fornecedores e renda.
No setor público, entram riscos relacionados a prédios, equipamentos, veículos, responsabilidade civil e contratos firmados com empresas privadas. A discussão inclui ainda mecanismos para manter serviços funcionando mesmo diante de situações de emergência.
O próprio mercado de seguro automotivo mostra o tamanho dessa proteção. No primeiro semestre de 2026, o seguro auto movimentou na ordem de R$ 30,73 bilhões em prêmios no Brasil, crescimento nominal de 6,29% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Ainda segundo o presidente do Sincor-MG, a discussão precisa envolver os três grupos. Ele afirma: “Uma cidade protegida depende de poder público preparado, empresas capazes de continuar funcionando e famílias com condições de se recuperar quando alguma coisa acontece. Quando essas três frentes são trabalhadas juntas, a prevenção deixa de ser uma questão isolada e passa a fazer parte do planejamento da cidade“, conclui.
Komunic
You may be interested

Nasce a Associação Brasileira de Profissionais de Seguros em Sinistros – ABPS
Publicação - 14 de outubro de 2026A ABPS, que teve seu estatuto registrado em 9 de dezembro de 2025, foi apresentada oficialmente ao mercado na quinta-feira, 25 de setembro de 2026, durante almoço…

Mapfre lança websérie para corretores sobre seguro de vida durante o Outubro Rosa
Publicação - 14 de outubro de 2026A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, lança neste mês a websérie Vida em Toda Conversa, voltada a corretores de seguros. Os episódios partem de…

Seguros Unimed amplia rede do Novo Essencial SP com entrada da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
Publicação - 14 de outubro de 2026A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia que a BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos maiores hubs de saúde…
Mais desta categoria

Bradesco Seguros participa de roda de conversa sobre tecnologia e experiência do cliente
Publicação - 14 de outubro de 2026
Zurich Seguros amplia o programa Moldando o Futuro com frente inédita para formação em montagem de móveis
Publicação - 14 de outubro de 2026
Da Itália a Coimbra: executiva da Hannover compartilha trajetórias nas imersões da ENS
Publicação - 14 de outubro de 2026









