A ocorrência de vendavais no Brasil representa um fator relevante de risco para a sociedade e para diversos setores da economia, em razão dos impactos sobre áreas urbanas, infraestrutura crítica, sistemas de energia, atividades agrícolas e transportes. Pensando nisso, o IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada à pesquisa e desenvolvimento, elaborou a Base de Vendaval IRB(P&D).
O estudo representa, a partir da integração entre observações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e dados de reanálise ERA5 (produzidos pelo European Centre for Medium-Range Weather Forecasts), a intensidade e a distribuição espacial das rajadas máximas de vento em todo o território brasileiro, constituindo uma ferramenta para estudos climatológicos, avaliações de risco e aplicações no setor de seguros e resseguros.
“As perdas seguradas relacionadas a vendavais vêm apresentando crescimento expressivo desde a década de 2000 em todo o mundo, reforçando a necessidade de aprimorar o conhecimento sobre esse tipo de risco. Por isso trabalhamos em uma base climatológica capaz de representar adequadamente a distribuição espacial e temporal das rajadas máximas de vento no país“, explica Reinaldo Marques, superintendente Atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).
Ao longo das últimas décadas, o setor de seguros e resseguros acumulou bases de dados sobre perdas decorrentes de destelhamentos, danos estruturais, interrupções de serviços essenciais, quedas de redes elétricas e prejuízos agrícolas. Essas informações subsidiam modelos quantitativos de catástrofes capazes de estimar a frequência, a severidade e a distribuição espacial dos eventos extremos, oferecendo suporte técnico à precificação atuarial, à gestão da concentração de riscos, à estruturação de seguros paramétricos e ao fortalecimento da resiliência do setor segurador.
“Sob a perspectiva atuarial, eventos dessa natureza podem elevar a sinistralidade em linhas como seguros rural, patrimonial, de engenharia e automóvel, o que exige o aprimoramento contínuo dos modelos de precificação e gestão do risco climático, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram elevadas densidades populacionais, infraestrutura crítica e grande parcela dos ativos segurados“, reforça Reinaldo.
Clique aqui para acessar o relatório “Avaliação do Risco de Vendavais no Sul e Sudeste do Brasil”.
Assessoria de imprensa IRB (re)
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