O lucro líquido das seguradoras brasileiras somou R$ 21,5 bilhões no primeiro semestre do ano, alta de 10,9% em relação aos R$ 19,4 bilhões registrados na primeira metade de 2025. Os dados são do Boletim IRB+Mercado, divulgado hoje (08/09) pelo IRB+Inteligência, com a análise dos dados mais recentes do setor.
O faturamento do mercado segurador alcançou R$ 114,3 bilhões, crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço foi observado em quase todos os segmentos, com exceção do Rural. Destaque para os segmentos Vida e Automóvel, que, juntos, representaram 77% da expansão observada no período.
As seguradoras cederam R$ 15,6 bilhões em prêmios para resseguro no primeiro semestre, 3,5% acima do ano anterior. No acumulado até junho, a sinistralidade do setor caiu para 37,7%, o menor nível da série histórica, com redução de 4,2 pontos percentuais no comparativo com o ano anterior.
Rural recua 4,8%
Após recuos em cinco dos seis meses, o Rural encerrou o semestre com retração de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi influenciado, sobretudo, pelas quedas observadas no seguro agrícola (-14,5%), que permite ao produtor proteger-se contra perdas nas lavouras decorrentes principalmente de fenômenos climáticos adversos; e Penhor Rural (-14%), destinado a cobrir perdas ou danos causados aos bens oferecidos em garantia de operações de crédito rural. A sinistralidade reduziu 9 pontos percentuais (p.p.), alcançando 27% no semestre.
A maior variação entre os segmentos ficou com o segmento Crédito e Garantia, que cresceu 22,9% no primeiro semestre de 2026. Destaque para o Garantia Segurado – Setor Público, que foi responsável por R$ 678,9 milhões dos R$ 943,3 milhões de aumento do segmento. O crédito interno avançou 32,8%, enquanto o crédito à exportação recuou 34,4%. Quanto à sinistralidade, houve uma redução de 16,5 p.p. ante os seis primeiros meses de 2025, encerrando o semestre com 31%.
No acumulado até junho, o segmento Vida cresceu 9,1% em relação ao mesmo período de 2025, com aumento de R$ 3,5 bilhões nos prêmios emitidos. O desempenho foi sustentado pelos seguros Vida e Prestamista, que avançaram, respectivamente, 10,2% e 17,3%. A taxa de sinistralidade total do segmento Vida permaneceu estável, encerrando o semestre em 26,6%, próximo ao patamar observado em 2025 (27,4%).
No primeiro semestre, o Automóvel cresceu 6,3%, passando de R$ 28,9 bilhões no mesmo período de 2025 para R$ 30,7 bilhões em prêmios emitidos. Desde agosto de 2024, é possível observar uma trajetória de crescimento contínuo no faturamento do segmento, com estabilidade a partir de outubro de 2025. A sinistralidade encerrou o semestre em 60,8%, variação de 1,1 p.p..
O Corporativo de Danos e Responsabilidades avançou 0,8% no acumulado do ano em comparação ao mesmo período de 2025. Ao longo do período, o desempenho mensal apresentou oscilações: após quedas de 0,4% em janeiro e 0,7% em fevereiro, o segmento cresceu 8,9% em março. No segundo trimestre, por sua vez, houve redução de 4,2% em abril, seguida de crescimento de 3,1% em maio e nova queda de 0,6% em junho. A sinistralidade do segmento recuou 15,2 pontos percentuais, encerrando o semestre em 29,8%.
O segmento Individual Contra Danos cresceu 8,4% no acumulado do ano, com destaque para Fiança Locatícia e Compreensivo Residencial, que responderam por 70,5% do aumento registrado pelo segmento no período. Somente o fiança locatícia, que tem como objetivo proteger o locador contra possíveis inadimplências do locatário, avançou 30,4%. No semestre, a sinistralidade do segmento fechou em 28,4%, mantendo-se estável em comparação ao mesmo período de 2025.
O Boletim IRB+Mercado, disponível na íntegra no site do IRB(Re), resume e analisa as operações de seguros. As edições semestrais circulam com versão em inglês e espanhol. Já o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações.
IRB Re
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