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30 Jul

Da ascensão da IA à transparência salarial: quais são as cinco grandes tendências que os líderes de RH devem levar em conta

30 de julho de 2026
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Aon plc (NYSE: AON), empresa líder global em serviços profissionais, divulga o relatório “Perspectivas do Capital Humano 2026: 5 forças que os líderes de Recursos Humanos devem incorporar na tomada de decisões“, que aponta as principais tendências que devem moldar a gestão de pessoas e os negócios nos próximos anos. O levantamento destaca que a evolução da Inteligência Artificial (IA), aumento dos custos com saúde, uso estratégico de dados, transparência salarial e a preparação para a aposentadoria, tanto no apoio ao colaborador na transição para o pós-emprego, quanto no suporte à empresa para o planejamento sucessório, serão fatores determinantes para as organizações que buscam fortalecer sua resiliência, continuidade e sustentabilidade do negócio.

Segundo Fabio Martinez, Head of Health & Talent para o Brasil na Aon, isso ocorre em um ambiente em que as pessoas e os riscos empresariais estão interligados, os custos aumentam e os funcionários esperam uma experiência de trabalho mais satisfatória.

“A necessidade de tomar decisões mais estratégicas sobre pessoas é uma urgência em um ambiente de mudanças aceleradas, no qual as empresas precisam equilibrar tecnologia, bem-estar, equidade e sustentabilidade para construir uma força de trabalho preparada para o futuro”, afirma Martinez.

IA e integração de equipe

A primeira tendência é o avanço da Inteligência Artificial e seu impacto sobre as competências profissionais e a estrutura das funções. À medida que as habilidades e as funções evoluem, os empregadores devem redesenhar os cargos em relação aos objetivos e, além disso, aprimorar ou redefinir as competências de sua equipe atual. Nesse contexto, os líderes de Recursos Humanos têm um papel fundamental não apenas em aproveitar as novas tecnologias para a inovação, mas também em estabelecer normas claras de governança, transparência e supervisão humana. Para manter a confiança, também é importante que as organizações garantam segurança psicológica aos colaboradores quanto às mudanças de funções que a tecnologia pode trazer, reforçando que a IA vem para apoiar o fluxo de trabalho, sendo necessária para entregas de qualidade, sempre com revisão humana, a fim de evitar imparcialidades e possíveis vieses.

O estudo de Sentimento dos Colaborador da Aon revela que os trabalhadores confiam que seus empregadores os prepararão para o futuro do trabalho, um sentimento compartilhado por 86% dos millennials e 83% dos baby boomers. O foco deve ser a requalificação contínua, garantindo governança, transparência e validação humana.

Aumento dos custos com saúde

O encarecimento contínuo dos custos com assistência médica também figura entre as principais preocupações das empresas. De acordo com a Pesquisa de Benefícios Aon, os planos de saúde seguem representando uma parcela significativa dos investimentos em benefícios corporativos, pressionando os orçamentos das organizações em um cenário de desafios econômicos globais.

A inflação médica global avança a uma taxa quase quatro vezes maior que a inflação comum, pressionando severamente os orçamentos corporativos. O relatório atual destaca um gargalo crítico que exige atenção: apenas 1% dos beneficiários é responsável por 40% dos custos médicos. No Brasil, o cenário não é diferente, apesar de um menor aumento nos custos em 2025, ainda se observa uma alta taxa com 9,7%, porém é a primeira vez nos últimos 10 anos que a taxa fica abaixo dos dois dígitos.

Para minimizar os custos corporativos com saúde, as empresas devem adotar análises preditivas para antecipar os riscos populacionais. Com esses dados, é possível desenvolver programas de bem-estar integral e incentivar o uso de redes de saúde de alta qualidade e custo-benefício. 

Dados ganham protagonismo na tomada de decisões

A terceira tendência é o fortalecimento de uma cultura de decisões baseadas em dados para gerar insights avançados. Em um cenário de custos crescentes e mudanças constantes, os líderes precisam de respostas rápidas e assertivas.

O levantamento aponta que o uso de analytics e da chamada “inteligência conectada” permite cruzar informações que antes ficavam isoladas: por exemplo, 60% das pessoas com pedidos de indenização por acidente de trabalho também sofrem de alguma condição crônica de saúde. Ao mapear essas conexões precocemente, as organizações conseguem prever riscos operacionais, antecipar impactos financeiros com absenteísmo e direcionar ações preventivas de saúde e bem-estar exatamente para quem mais precisa, transformando a gestão de pessoas em uma estratégia preditiva, e não reativa.

Transparência salarial

Em quarto lugar, destaca-se a questão da transparência salarial, um aspecto que já não é opcional, e sim fundamental para manter a confiança e a equidade, reduzir as disparidades salariais e cumprir as regulamentações globais. Para 47% dos profissionais respondentes da pesquisa, benefícios relevantes e salário acima da média são os fatores prioritários na escolha de um emprego.

Contudo, dados do Estudo Global de Transparência Salarial 2025 da Aon mostram que muitas organizações ainda enfrentam desafios para se adaptar: quase um quarto afirma não estar preparado para atender às exigências relacionadas à transparência salarial, enquanto cerca de um terço relata que seu nível de preparação não evoluiu nos últimos 12 meses.

Adotar esse tópico como vantagem competitiva traz benefícios essenciais: atende a uma demanda crescente dos funcionários, especialmente os mais vulneráveis, por remunerações justas, o que melhora a atração de talentos; permite antecipar-se a regulamentações cada vez mais exigentes, evitando riscos financeiros e de reputação; organiza as estruturas internas em vista de processos como fusões ou aquisições, facilitando decisões salariais coerentes; e contribui para uma melhor gestão do desempenho e da retenção, ao reduzir preconceitos, fortalecer a confiança e aumentar o comprometimento, com impacto positivo nos resultados do negócio.

Planejamento para aposentadoria ganha importância estratégica

A quinta força está relacionada à preparação para a aposentadoria. O aumento da expectativa de vida, aliado ao baixo nível de educação financeira de parte da população, amplia a necessidade de programas corporativos voltados ao planejamento financeiro de longo prazo. As empresas, além de estruturar a melhor previdência para seus colaboradores, devem conscientizar desde as gerações mais novas sobre a importância de se preparar financeiramente para o futuro. É papel dos RHs apoiar desde o começo da carreira para uma transição ao pós-emprego mais segura e tranquila, o que impacta também em um planejamento sucessório de talentos mais efetivo.

Segundo o estudo Sentimento dos Colaborador, 45% dos trabalhadores em todo o mundo acreditam que seus empregadores deveriam ajudá-los a economizar para a aposentadoria e outras necessidades futuras, evidenciando uma demanda crescente por orientação e suporte nessa etapa da vida. Outros 35% enfrentam despesas imprevistas que não conseguem cobrir com a renda atual, o que os leva a canibalizar suas poupanças de aposentadoria.

Um planejamento mais inteligente da aposentadoria oferece inúmeras vantagens para as organizações: funciona como um diferencial competitivo ao promover educação financeira em todas as fases do ciclo do colaborador, com foco em uma transição à aposentadoria mais tranquila e estruturada, o que fortalece a atração e a retenção de talentos; aumenta a produtividade ao reduzir o estresse financeiro; melhora o bem-estar geral dos funcionários; facilita um melhor planejamento da sucessão ao proporcionar maior previsibilidade sobre as saídas e permite o desenvolvimento ordenado de futuros líderes.

“Fica evidente que, por meio de uma abordagem baseada em competências na adoção da IA e uso de dados, as organizações podem preparar melhor seus talentos para o futuro, ganhar agilidade, reduzir custos e tomar melhores decisões sobre a força de trabalho, alinhando práticas como a transparência salarial e as estratégias de aposentadoria aos objetivos do negócio, enquanto os líderes deverão priorizar os próximos passos para traduzir essas tendências em ações e, assim, fortalecer a resiliência da força de trabalho”, conclui Martinez.

FBS Comunicação

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