O mercado segurador brasileiro destinou quase R$ 85 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios a consumidores e empresas entre janeiro e abril de 2026, reforçando seu papel na proteção financeira de famílias, empresas e da atividade econômica. Mesmo em um cenário de juros elevados, desaceleração da economia e mudanças tributárias que afetaram o desempenho de parte dos produtos financeiros, o setor manteve estabilidade e ampliou os pagamentos em importantes segmentos do mercado.
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que os desembolsos cresceram 8,5% na Capitalização, 6% nos Seguros de Pessoas, 17,1% no seguro Habitacional e 24,9% nos seguros de Crédito. No geral, o setor registrou queda de 4,6% nos pagamentos e indenizações no acumulado dos primeiros quatro meses do ano.
No mesmo período, excluindo Saúde Suplementar, o mercado arrecadou quase R$ 140 bilhões em prêmios de seguros, contribuições de previdência aberta e faturamento com títulos de capitalização, resultado 0,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Os dados mostram comportamentos distintos entre os ramos do mercado. Enquanto alguns segmentos foram impactados pelas alterações tributárias e pelo ambiente econômico mais restritivo, outros mantiveram ritmo de expansão acima da inflação.
Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, “os resultados indicam que, mesmo diante de um ambiente macroeconômico menos favorável, o mercado segurador mantém capacidade de geração de receitas e continua desempenhando papel relevante na proteção financeira de famílias, empresas e atividades econômicas”.
Nos seguros de Danos e Responsabilidades, a arrecadação alcançou R$ 47,4 bilhões no quadrimestre, alta de 4,6%. O principal destaque foi o seguro Garantia, que cresceu 27,2% e arrecadou R$ 2,4 bilhões. Também avançaram os seguros Habitacional (+11,4%), Garantia Estendida (+8,4%) e Automóvel (+6,6%), que movimentou R$ 20,3 bilhões.
Nos seguros de Pessoas, a arrecadação somou R$ 27,3 bilhões, crescimento de 8,9%, impulsionado pelo seguro de Vida, que ultrapassou R$ 13 bilhões em prêmios e avançou 10,6%.
Já na Previdência Aberta, as contribuições totalizaram R$ 53,3 bilhões, queda de 8,4%, refletindo principalmente as mudanças tributárias e a incidência do IOF sobre aportes mais elevados em planos VGBL.
Na Capitalização, apesar da retração de 4,9% no faturamento agregado, algumas modalidades mantiveram forte expansão, com destaque para a modalidade Popular (+87,7%), seguida por Incentivo (+32,3%) e Instrumento de Garantia (+13%).
Assessoria CNseg
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