A inteligência artificial deve acelerar a transformação do mercado de vida e previdência, ampliando a eficiência operacional, a personalização da jornada do cliente e a capacidade de prevenção a fraudes. No entanto, a confiança, a sensibilidade e a tomada de decisão responsável seguem como atributos essencialmente humanos. Essa foi uma das principais reflexões apresentadas por Rafael Barroso, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência, durante o Insurtech Brasil 2026, realizado em 28 de maio, em São Paulo.
O executivo participou do painel “Vida e Previdência na era da IA: automação de sinistros, resgates e prevenção de fraudes”, que também contou com a presença de outras lideranças. A conversa foi mediada por Vinicius Schroeder, CEO e cofundador da Brick.
Durante o debate, Barroso destacou que o setor passou por uma transformação significativa nas últimas décadas. Um exemplo citado foi a jornada de sinistros, que alguns anos atrás ainda dependia amplamente de papel e, hoje, em muitos casos, pode ser concluída em poucas horas.
“Há 20 anos, o grande desafio era a digitalização. Hoje, a inteligência artificial abre uma nova fronteira, com potencial para automatizar, personalizar e tornar os processos mais eficientes. Mas isso precisa acontecer sempre com uma boa pilotagem humana, garantindo segurança, responsabilidade e qualidade na experiência do cliente”, afirmou Rafael Barroso.
Segundo o executivo, a IA deve contribuir para que a digitalização deixe de ser apenas uma ferramenta de eficiência operacional e passe a oferecer uma experiência mais personalizada ao cliente.
“A inteligência artificial pode ajudar a entender melhor o momento de vida do cliente, apoiar uma oferta mais adequada às suas necessidades e tornar a jornada mais simples e assertiva. Personalização em escala.”, destacou.
Apesar dos avanços tecnológicos, o executivo ressaltou que alguns elementos permanecem imutáveis no mercado segurador. Entre eles, a confiança do cliente na instituição em que decide proteger sua família, planejar o futuro ou investir seus recursos.
“Em vida e previdência, a confiança é central. O cliente precisa perceber credibilidade, estar seguro de que está fazendo a escolha certa, da forma correta e com as melhores condições possíveis. A inteligência artificial vai ajudar o mercado a evoluir, mas o toque de sensibilidade continua sendo humano”, concluiu Barroso.
O Insurtech Brasil 2026 reuniu mais de 60 palestrantes e importantes nomes do setor para discutir inovação, tecnologia, canais de distribuição e novas oportunidades de negócios no mercado segurador. O encontro se consolidou como um dos principais fóruns de debate sobre o futuro do seguro no país, conectando seguradoras, insurtechs, especialistas, executivos e lideranças do ecossistema.
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