“A inteligência artificial já entrou definitivamente na agenda estratégica do mercado segurador e tende a provocar mudanças profundas na forma como seguros serão comercializados e operados nos próximos anos”, afirmou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, durante participação na sexta edição do Conexão Futuro Seguro. O evento, realizado em 26 de maio, em formado presencial e online, foi promovido pela Escola de Negócios e Seguros – ENS, em parceria com a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor) e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR).
Ao comentar os impactos da IA no setor, Dyogo comparou o atual momento tecnológico à chegada dos computadores nas décadas de 1970 e 1980. Segundo ele, a adaptação às novas ferramentas deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para empresas e profissionais.
“O que muitos estão falando é que quem não tiver inteligência artificial, esse sim vai ser excluído do mercado”, afirmou.
O presidente da CNseg citou uma pesquisa realizada pela Confederação no ano passado mostrando que todas as seguradoras brasileiras já possuem projetos ligados à inteligência artificial, ainda que em diferentes níveis de maturidade. Os resultados observados até agora, segundo ele, ainda são modestos em termos de redução de custos e expansão de negócios, mas apontam para uma trajetória sem volta.
Dyogo destacou que, embora o conceito de inteligência artificial tenha origem em estudos matemáticos da década de 1950, a tecnologia entrou recentemente em uma fase de crescimento exponencial. Para ele, o que existe atualmente representa apenas o início das transformações que ainda virão.
“O que a gente está vendo de Inteligência Artificial hoje é apenas uma pequena semelhança do que vai acontecer nos próximos cinco ou dez anos”, afirmou.
Durante o debate, o presidente da CNseg também buscou afastar a percepção de que a IA substituirá completamente o trabalho humano. Segundo ele, a tecnologia deve funcionar como instrumento de apoio às pessoas, ampliando capacidades e tornando processos mais eficientes.
Para ilustrar as mudanças provocadas pela inovação tecnológica no mercado segurador, Dyogo lembrou que, há poucas décadas, seria difícil imaginar a venda de seguros por aplicativos de mensagens. Hoje, no entanto, ferramentas digitais já fazem parte da rotina dos corretores e consumidores.
“Não sabemos exatamente como estaremos usando inteligência artificial daqui a dez anos para vender seguros, mas é absolutamente certo que estaremos usando de alguma maneira”, disse.
Ao encerrar sua participação, Dyogo Oliveira afirmou que o setor deve acompanhar as transformações tecnológicas sem receio, mas com responsabilidade e atenção às oportunidades concretas trazidas pelas novas ferramentas. Segundo ele, apesar de ainda estar em estágio inicial, a inteligência artificial já demonstra potencial para ampliar a eficiência, apoiar decisões e criar novas possibilidades para o mercado segurador.
Assessoria de Imprensa CNseg
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