0 Shares 177 Views 1 Comments
00:00:00
23 Jun

O que falta para alavancar os seguros individuais no Brasil

7 de maio de 2026
177 Visualizações 1

Ao longo dos anos, o formato das famílias e os vínculos de trabalho vêm se transformando, mas poucas seguradoras têm direcionado esforços para desenvolver seguros individuais capazes de atender às reais necessidades dessa nova configuração social — especialmente nos ramos de Pessoas e Saúde.

No Brasil, segundo o IBGE, 26,1 milhões de pessoas trabalham por conta própria e 38,5 milhões estão na informalidade, entre autônomos sem CNPJ e empregados sem carteira assinada. Trata-se de um contingente de quase 65 milhões de brasileiros com potencial de acesso a proteções securitárias ainda pouco exploradas.

Exemplo disso é a baixa penetração do seguro de Vida. Embora seja o principal produto do segmento de Pessoas, apenas 18% da população adulta possui essa cobertura — ainda fortemente concentrada em apólices coletivas. Outros produtos relevantes, como Acidentes Pessoais e coberturas de renda por incapacidade (ITP/DIT), também apresentam baixa adesão, o que acaba pressionando o Sistema Único de Saúde.

Mais do que ampliar o número de beneficiários, o desafio está em alinhar a oferta às novas demandas da sociedade. A tendência aponta para a necessidade de fortalecer os seguros individuais, hoje ainda pouco representativos. No segmento de saúde, por exemplo, dos 53 milhões de beneficiários de planos médicos, apenas 16% — cerca de 8,48 milhões — estão em planos individuais ou familiares.

As mudanças demográficas reforçam esse movimento. A redução no número de filhos é evidente: em 2024, a taxa de natalidade registrou o menor nível dos últimos 20 anos, com queda de 5,8% em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o seguro de Vida, tradicionalmente associado à proteção financeira de dependentes, precisa evoluir em proposta de valor para continuar relevante.

Diante desse cenário, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros mantém um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento de seguros individuais, com foco em produtos e coberturas alinhados às transformações da sociedade. Esse avanço, no entanto, depende de escala — e, para isso, a atuação dos corretores de seguros será fundamental para ampliar o acesso e promover uma sociedade mais protegida.

Assessoria de Imprensa Fórum Mário Petrelli

*Por Marco Antônio Gonçalves, Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli

You may be interested

Flanci estará presente no ENAVSEG
CCS-RJ
60 Vizualizações
CCS-RJ
60 Vizualizações

Flanci estará presente no ENAVSEG

Publicação - 23 de junho de 2026

A Flanci Corretora de Seguros, associada ao Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) desde 2015, estará no ENAVSEG 2026, que será realizado entre…

SURA lança plataforma para seguro com redução de tempo
Sura
70 Vizualizações
Sura
70 Vizualizações

SURA lança plataforma para seguro com redução de tempo

Publicação - 23 de junho de 2026

O setor de transporte de cargas exige rapidez e praticidade de ponta a ponta. Atenta a essa necessidade, a Seguros SURA Brasil, especialista em gestão de tendências…

Seguro ganha protagonismo na expansão do mercado global de carbono
CNseg
69 Vizualizações
CNseg
69 Vizualizações

Seguro ganha protagonismo na expansão do mercado global de carbono

Publicação - 23 de junho de 2026

O crescimento dos mercados de carbono no mundo abre uma nova fronteira para o setor segurador. Mais do que proteger projetos ambientais, o seguro vem assumindo um…

Um comentário

  1. Pingback: O que falta para alavancar os seguros individuais no Brasil – Fórum Mário Petrelli

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin