Nesta terça-feira (14.4), a add – parceira estratégica no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o mercado de seguros – realizou um evento em São Paulo para debater a utilização da inteligência artificial para gestão de riscos. O encontro, que leva o nome “Café com Risco”, contou com a presença de executivos e representantes de áreas de riscos de diversas seguradoras, como Akad, Allianz, Assurant, AXA, Ezze, HDI e Suhai, entre outras.
Em sua segunda edição, o evento discutiu de forma prática como a inteligência artificial (IA), o analytics e uma visão integrada de decisão podem gerar valor real para o mercado segurador, desde a eficiência operacional até temas mais estruturais, como IFRS 17, ORSA (Own Risk and Solvency Assessment), gestão de capital e o uso responsável dessa nova tecnologia.
Na abertura do encontro, Aldo Pires, CEO da add, destacou a importância do evento e do tema para o crescimento do mercado de seguros. “O Café com Risco foi criado para promover conexões e discussões relevantes para o nosso setor e a inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar o motor central da gestão de riscos no mercado segurador”.
Segundo ele, a aplicação da IA nesse ecossistema é o que garante uma gestão de riscos precisa e escalável. “É essa camada de inteligência analítica que sustenta a governança dos dados e impulsiona a maturidade digital necessária para a nova era do setor. A capacidade de analisar grandes volumes de dados em tempo real permite que as seguradoras não apenas antecipem cenários e fraudes, mas também personalizem suas ofertas”, completou.
Depois foi a vez de Ricardo Saponara, Advisory Risk, Fraud & Compliance LATAM da SAS, subir ao palco para ministrar a palestra. Especialista em risco, fraude e desenvolvimento de produtos, ele apresentou alguns exemplos de como a inteligência artificial transformou a gestão de riscos no mercado segurador ao unificar os processos decisórios.
“O setor de seguros vive um momento em que decisões tradicionalmente tratadas de forma separada — como precificação, subscrição, prevenção à fraude, compliance e gestão de solvência — precisam ser cada vez mais integradas. A inteligência artificial tem um papel estratégico nesse contexto, não apenas por automatizar processos, mas por ajudar as seguradoras a conectar dados, antecipar riscos, apoiar decisões mais consistentes e fortalecer a governança”, destacou.
Para ele, o setor de seguros está entrando em uma nova fase, em que a inteligência artificial deixa de apoiar apenas eficiência operacional e passa a exercer um papel estratégico na integração de decisões críticas, como precificação, subscrição, prevenção à fraude, compliance e gestão de solvência.
“A combinação entre IA e conectividade deve transformar o próprio modelo de atuação das seguradoras, permitindo abordagens mais preventivas e proativas, com monitoramento contínuo de riscos por meio de sensores, telemetria, satélites e redes de alta conectividade”, concluiu.
Pauta VIP
Foto: Ricardo Saponara foi o palestrante desta edição do Café com Riscos
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