O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). No acumulado do ano, o setor movimentou R$ 764,5 bilhões em prêmios de seguros, contribuições previdenciárias, faturamento de capitalização e contraprestações líquidas de saúde, resultado 1,8% superior ao registrado em 2024. No mesmo período, foram pagos R$ 548,4 bilhões em indenizações, benefícios, resgates, sorteios e eventos indenizáveis, um crescimento de 8,8% na comparação anual.
Esse comportamento decorre, principalmente, do desempenho dos planos de Previdência Aberta. Em 2025, as contribuições nesse segmento recuaram 20% em relação a 2024, enquanto os resgates e benefícios pagos cresceram 13,8%. Como resultado, a captação líquida foi reduzida para R$ 3,1 bilhões, queda de 94,8% em comparação com o ano anterior, quando havia alcançado R$ 60,3 bilhões.
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, destaca que entre os fatores associados a esse movimento está a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes superiores a R$ 300 mil em uma mesma entidade nos planos da família Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o que influenciou o comportamento das contribuições ao longo do ano.
“O conjunto desses resultados reforça a relevância econômica e social do setor segurador. Mesmo em momentos adversos e com oscilações concentradas em determinados produtos, o setor de seguros segue exercendo papel fundamental na gestão de riscos e na recomposição financeira de consumidores e empresas, contribuindo para maior estabilidade nas relações econômicas e para o funcionamento das cadeias produtivas no país”, explicou.
Nos demais segmentos, o desempenho foi de crescimento. Os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 7,5% em 2025, alcançando R$ 144,5 bilhões em prêmios, impulsionados pela maior demanda por proteção patrimonial e empresarial. Nos Seguros de Pessoas, a arrecadação cresceu 8,3%, superando R$ 78,8 bilhões. Já a Capitalização manteve trajetória positiva, com R$ 33,9 bilhões acumulados e alta de 6,0% em relação ao ano anterior.
O segmento de Saúde Suplementar respondeu por R$ 349,4 bilhões em contraprestações líquidas no ano, avanço de 10,8% frente a 2024. Desse montante, R$ 341,3 bilhões vieram dos planos Médico-Hospitalares (+11,0%) e R$ 8,1 bilhões dos planos Odontológicos (+3,0%). As despesas com eventos indenizáveis alcançaram R$ 282,2 bilhões, alta de 8,0%, sendo R$ 278,8 bilhões referentes aos planos Médico-Hospitalares (+8,1%) e R$ 3,4 bilhões aos planos Odontológicos (+4,9%).
Assessoria de Imprensa CNseg
Foto: Dyogo Oliveira, presidente da CNseg
You may be interested

Amil lidera vendas em junho
Publicação - 6 de agosto de 2026A Amil foi destaque em junho, com a inclusão de 36,1 mil novos clientes de planos médicos, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).…

Associação Beneficente da Allianz apresenta relatório que destaca novo ciclo de transformação social
Publicação - 6 de agosto de 2026A Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA) lança a edição 2024-2025 de seu Relatório Bianual, que apresenta os principais resultados, iniciativas e conquistas da instituição…

Tokio Marine leva inovação e tecnologia ao Workshop Integrativo da Poli-USP
Publicação - 6 de agosto de 2026A Tokio Marine participará do 36º Workshop Integrativo da Poli-USP, considerado a maior feira de recrutamento da América Latina, nos dias 19 e 20 de agosto, no…
Mais desta categoria

Consignado: quando ele vale a pena e como usar o crédito de forma consciente
Publicação - 6 de agosto de 2026
Governo cria grupo para revisar e padronizar o uso de seguros em concessões de portos, hidrovias e aeroportos
Publicação - 6 de agosto de 2026










