A cadeia produtiva da saúde registrou crescimento do emprego formal no último trimestre de 2025, em contraste à retração observada no conjunto da economia brasileira. Entre setembro e dezembro, o setor teve resultado líquido positivo de 7,53 mil postos de trabalho, chegando a 5,28 milhões de vínculos. No mesmo período, o emprego formal total recuou 0,9% e, excluído o setor saúde, a queda chegou a 1%.
Os dados constam da edição 79 do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS 79), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), elaborado com base em informações do Novo Caged, do Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia e de Portais de Transparência estaduais e municipais. A íntegra do relatório está disponível para download.
Ao final de dezembro de 2025, a cadeia da saúde representava 10,9% do emprego nacional. O Sudeste concentrava 2,63 milhões de postos, seguido por Nordeste (1,04 milhão), Sul (768 mil), Centro-Oeste (548 mil) e Norte (292 mil).
Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, o comportamento do setor evidencia características próprias no mercado de trabalho brasileiro. “A saúde mantém trajetória de crescimento mesmo em períodos de redução do emprego formal agregado, o que evidencia a natureza estrutural da demanda por cuidado”, afirma.
O resultado foi sustentado principalmente pelo segmento privado, que cresceu 0,3% no trimestre e compensou a retração de 0,5% no setor público, permitindo saldo positivo no agregado da cadeia. Regionalmente, em termos percentuais, o Centro-Oeste apresentou a maior expansão (+2,8%), seguido do Sul (+0,5%) e do Nordeste (+0,4%), enquanto Norte (-0,8%) e Sudeste (-0,1%) tiveram variações negativas.
Segundo Vianna, “o crescimento do emprego na saúde está associado à ampliação da oferta assistencial, especialmente no setor privado, que vem absorvendo parte relevante da demanda por atendimento”.
No acumulado de 12 meses, a cadeia privada da saúde gerou 162 mil empregos formais, concentrados principalmente nos prestadores de serviços (125 mil), seguidos por fornecedores (31 mil) e operadoras (5,7 mil). O padrão indica expansão vinculada à assistência direta ao paciente. “A maior geração de vagas ocorre nos serviços de saúde porque a assistência depende de profissionais. A organização e o financiamento podem ganhar escala com tecnologia, mas o cuidado permanece essencialmente humano”, explica o superintendente.
Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o número de empregos na cadeia da saúde por 100 mil habitantes cresceu 2,7% no País, alcançando 2,6 mil vínculos, com maior avanço no Centro-Oeste (+4%), seguido por Sul (3,8%) e Nordeste (3,1%).
Assessoria de Imprensa IESS
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