Enquanto milhões de foliões tomam as ruas em busca de alegria, música e tradição, um grupo de profissionais vive o Carnaval de forma muito diferente: com olhos atentos à multidão, passos calculados entre blocos e o coração na ponta dos dedos, literalmente. São fotógrafos, pilotos de drones, cinegrafistas e técnicos que passam dias inteiros capturando a energia da festa e garantindo que tudo seja registrado com perfeição. Mas, entre um passo e outro de frevo, há um risco constante: o alto valor dos equipamentos que carregam.
Câmeras profissionais, drones com tecnologia avançada e outros equipamentos eletrônicos de alta precisão não são apenas ferramentas de trabalho, são investimentos que, quando perdidos, danificados ou furtados em meio à confusão típica do Carnaval, podem representar prejuízos financeiros significativos e ameaçar a renda de quem depende deles.
A mistura de ruas lotadas, chuva ocasional e impacto constante com estruturas metálicas, somados à pressa de captar o momento perfeito, cria um cenário propício para acidentes. Para drones, a situação pode ser ainda mais delicada. Operá-los em meio a milhares de pessoas exige habilidade, atenção às regras de voo urbano e, muitas vezes, improviso. Uma rajada de vento ou um trecho de via inesperadamente estreito podem transformar um voo promissor em uma perda irreversível.
No entanto, os riscos do Carnaval não estão restritos apenas aos equipamentos utilizados diretamente durante a festa. Nos bastidores, existe uma complexa operação logística responsável pela montagem e funcionamento de toda a estrutura dos eventos. Equipamentos como geradores de energia, compressores de ar, empilhadeiras e plataformas elevatórias são fundamentais para garantir que palcos, camarotes, arquibancadas e sistemas de iluminação funcionem com segurança e eficiência.
Essas máquinas são amplamente utilizadas antes e depois da folia, especialmente na montagem e desmontagem das estruturas temporárias. Geradores asseguram o fornecimento contínuo de energia para trios elétricos, iluminação e sistemas de transmissão. Compressores de ar auxiliam na montagem de estruturas metálicas e na instalação de equipamentos cenográficos. Já empilhadeiras e plataformas elevatórias são essenciais para movimentação de cargas pesadas, instalação de estruturas em altura e organização logística dos eventos.
Apesar de operarem fora do olhar do público, esses equipamentos também estão expostos a riscos relevantes, como falhas mecânicas, tombamentos, colisões, danos elétricos, furtos e acidentes com operadores, podendo gerar prejuízos elevados e impactar diretamente a realização dos eventos.
Seguro como estratégia de proteção
Diante desses riscos, cresce a procura por soluções que ofereçam tranquilidade e segurança financeira. Segundo Pedro Nardelli, representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), existe uma linha de seguros desenhada especialmente para equipamentos utilizados por profissionais e empresas do setor de eventos e produção audiovisual, além de soluções voltadas para máquinas e equipamentos utilizados na infraestrutura dos eventos.
“Durante o Carnaval, a exposição dos equipamentos é muito maior, assim como a probabilidade de incidentes”, explica Nardelli. “Os seguros específicos para equipamentos eletrônicos, câmeras profissionais, drones e também para máquinas utilizadas na montagem das estruturas não apenas cobrem furto ou roubo, mas também danos acidentais e avarias em situações de uso intenso.”
Essas apólices podem ser adaptadas ao tipo de equipamento e ao perfil do profissional ou empresa, garantindo que, em caso de sinistro, o investimento não seja perdido de vez. “Tratando-se de equipamentos que, muitas vezes, valem mais de R$ 20, 30, 40 mil reais cada, ou até valores significativamente superiores no caso de máquinas industriais, ter uma proteção adequada faz diferença não apenas para a tranquilidade de quem trabalha, mas também para a continuidade do seu negócio”, afirma Nardelli.
Além da cobertura, o representante do Sindsegnne destaca que muitas seguradoras oferecem orientações para prevenção de perdas, vistoria técnica prévia dos equipamentos e atendimento especializado para agilizar processos quando algo acontece.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que profissionais e empresas avaliem não apenas o custo imediato da contratação, mas também os riscos envolvidos na ausência de cobertura. Em um mercado cada vez mais dependente de equipamentos de alto valor e tecnologia, o seguro deixa de ser visto como um gasto adicional e passa a integrar o planejamento financeiro e operacional. A orientação, segundo Pedro Nardelli, é buscar informações com um corretor se seguros habilitado, comparar opções e contratar apólices que atendam às necessidades específicas de cada atividade, garantindo maior segurança e previsibilidade para o trabalho.
VOZ Comunicação
Foto: Pedro Nardelli, representante do Sindsegnne
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