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07 Jan

Equidade e o poder de consumo das mulheres

27 de novembro de 2025
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Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 51,5% da população brasileira é composta por mulheres e 49,1% dos lares brasileiros tem elas como responsáveis. São 6 milhões a mais de mulheres do que homens no país.

Se utilizarmos como exemplo, o mercado de varejo, pesquisas do setor indicam que 90% das decisões de compras são tomadas por mulheres, elas são consumidoras mais conscientes quanto a preços, costumam fidelizar mais às marcas e na atualidade, representam 56,9% dos consumidores em plataformas digitais. A influência das mulheres nas decisões de compra e suas preferências de consumo impulsionam a economia e colocam o público feminino como protagonista e estratégico para os mais diversos mercados.

Historicamente as mulheres sempre foram desassociadas de finanças. Num passado brasileiro não muito distante, ainda na década de 60, elas não podiam ter CPF ou conta em banco, portanto, essa trajetória sempre foi marcada pela luta por espaço, reconhecimento e autonomia.

Segundo a Forbes, as mulheres ainda representam 26,2% do total de investidoras na B3 em 2024, apesar de uma alta observada de 85,6% nos últimos 5 anos. Já o Tesouro Direto registrou uma alta de 15,04% na participação de mulheres, se comparado a 2023, denotando o quanto elas estão mais preocupadas com educação e autonomia financeira.

Em 2024, a participação do mercado de seguros atingiu 3,7% do PIB, com perspectiva de crescer para 10% até 2030 e em termos de receita, cresceu 7,6% se comparado ao ano anterior.

As provisões técnicas alcançaram R$ 1,8 trilhão e o retorno à sociedade em valores pagos como indenizações, resgates e sorteios totalizaram R$ 242,0 bilhões no mesmo ano.

Temos, portanto, os produtos de seguros, previdência complementar e capitalização como importantes instrumentos financeiros que protegem a vida, o patrimônio e o bem-estar de indivíduos e empresas.

No mercado de seguros existe por diversas questões estruturais uma dificuldade de conseguir precisar quantas mulheres consomem seguros no Brasil, porque os dados existentes são fragmentados entre diferentes tipos de seguros e ainda há uma ausência de informações públicas confiáveis.

Entre alguns fatos sobre desigualdade de gênero divulgados pela ONU, um dá conta que as mulheres gastam até 90% da sua renda com a família, logo, conclui que “colocar recursos nas mãos das mulheres aumenta os gastos familiares com a educação e a saúde das crianças”. Atualmente, já pode ser notado um aumento do interesse delas pelos seguros de vida como meio de proteção da família no caso de sua ausência ou mesmo em produtos usufruídos ainda em vida que permitem acesso a melhores tratamentos médicos em caso de doenças graves.

A Prudential, nos últimos 10 anos, triplicou a quantidade de mulheres com seguro de vida individual, aumentando a participação delas para 40% da carteira. A Azos Insurtech cuja participação de mulheres representa 42% da carteira de vida, apurou que 84% delas possuem coberturas para uso em vida e 63% contratam coberturas para doenças graves.
Na previdência as oportunidades são ainda maiores. Em estudo realizado pela Fenaprevi, apenas 12% entre homens e mulheres terão como fonte de renda a previdência privada após pararem de trabalhar, em contrapartida 82% dos entrevistados preocupam-se com suas finanças no futuro. Uma educação financeira direcionada poderia contribuir com um aumento da inserção da previdência privada no planejamento financeiro para o futuro desse público. Os dados levantados consideram ambos os gêneros, contudo pode-se inferir a relevância da participação feminina nestes cenários.

Em todos os demais produtos como seguro saúde, seguro auto, residencial e de celulares e eletrônicos por exemplo, o padrão de comportamento menos arriscado, mais comprometido e mais voltado à prevenção de acidentes e doenças das mulheres se mantém. Mulheres na carteira de clientes tendem a causar menos sinistros ou sinistros menos gravosos, bem como cuidam melhor da saúde e são estatisticamente mais longevas do que os homens.

Contudo as questões econômicas da população precisam ser consideradas. As dificuldades financeiras no presente drenam a capacidade da população de planejar e poupar para o futuro, o desafio do mercado não é pequeno ou fácil pois os produtos precisam ser desenhados e pensados sob uma lógica que atraia o interesse do público feminino sem desconsiderar tais questões sociais.

Avanços estão acontecendo neste sentido, mas precisam ser mais intencionais, céleres e estratégicos.

Promover a equidade de gênero, contribuir para que as mulheres sejam inseridas nos mercados de trabalho e alcancem posições de liderança, investir em educá-las sobre finanças e por conseguinte sobre seguros, são questões que vêm sendo repisadas e que em conjunto trarão diversos bons resultados. Tanto porque empresas mais diversas e com mais mulheres na liderança tem lucratividade maior em 47%, de acordo com o Instituto Consulado da Mulher, quanto porque isso potencializará o empoderamento delas e seu poder de consumo também para o mercado de seguros, num ciclo virtuoso de proteção e bem-estar.

*Por Katherine Moraes, executiva com mais de 25 anos de atuação em posições de liderança no Mercado de Seguros. Certificada pela Anbima, com extensão em Finanças pelo IBMEC e MBA em Gestão Empresarial pela FGV e em IA e Data Science pela PUC

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