Desde 2022, de acordo com dados da UNICEF, o Brasil tem apresentado uma boa evolução na aplicação de vacinas, com recuperação de cobertura e redução de crianças sem nenhuma dose. Agora em 2025, o Brasil registrou aumento na cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário nacional, revertendo o cenário de queda desde 2016. Mundo afora, a desinformação a respeito das vacinas tem sido motivo de grande risco para as crianças e este é o principal alerta da Drª Mariana Oliveira Tavares, Médica de Família da Rede Meu Doutor Novamed, unidade Porto Alegre/RS.
No calendário vacinal brasileiro, regulado pelo Ministério da Saúde, do nascimento aos 4 anos de idade, as crianças devem tomar 15 diferentes vacinas para prevenir 16 doenças, como paralisia infantil, meningite, sarampo, catapora, hanseníase, entre outras. Drª Mariana Tavares reforça: “As vacinas previnem e controlam infecções que são transmissíveis e são consideradas umas das estratégias mais eficazes para prevenir doenças infantis.” De acordo com a médica, no caso das crianças, como o sistema imunológico ainda é considerado “imaturo”, as vacinas têm uma importância ainda maior, ajudando o corpo a combater infecções que as crianças ainda não foram expostas, prevenindo complicações, casos graves e diminuindo mortalidade.
“Como as vacinas previnem doenças transmissíveis, se a cobertura vacinal baixar o maior risco é o retorno da circulação das doenças, incluindo sarampo, rubéola, caxumba, coqueluche, poliomielite, entre outras que possuem uma alta taxa de transmissão”, explica a médica. No Brasil, segundo a Drª Mariana, já há o retorno de algumas doenças que anteriormente não apresentavam mais surtos, como é o caso de coqueluche, que pode levar a complicações graves na população infantil.
Ainda assim, a Drª Mariana Tavares elogia o sucesso da vacinação entre a população brasileira: “O resultado da vacinação mudou a história de muitas doenças transmissíveis no Brasil e no mundo. Doenças como poliomielite, varíola, rubéola e tétano apresentaram diminuição de transmissão importante, tendo sido praticamente eliminadas no nosso país.”
Com relação aos efeitos colaterais, ela confirma que não há motivo para preocupação. Segundo a Drª Mariana Tavares, a maioria das vacinas é feita apenas com partes inativas de microrganismos que não têm a capacidade de gerar a doença, mas podem levar a alguns sintomas. “Os mais comuns são: indisposição, mal-estar, dor/vermelhidão no local de aplicação, irritabilidade e choro em bebê, e, às vezes, febres. Geralmente esses sintomas acontecem até 72 horas após a aplicação e não duram mais de 3 dias.”
Para os pais que hesitam em vacinar seus filhos, a médica recomenda: “Procurem um profissional de confiança. Deixar de vacinar os seus filhos pode trazer sérios riscos para saúde deles e da população em geral. Pesquisem, esclareçam as dúvidas, fiquem atentos a informações sensacionalistas e fake news. As informações falsas têm a intenção de causar medo e insegurança, mas não deixem isso impedir que procurem o melhor para seus filhos.”
Calendário de Vacinação Brasileiro
Ao nascer:
- BCG (protege contra tuberculose e hanseníase)
- Hepatite B
2 meses (1ª dose) e 4 meses (2ª dose):
- Pentavalente (protege contra difteria, tétano, coqueluche, influenza B e Hepatite B)
- VIP (protege contra poliomielite = paralisia infantil)
- Pneumococo 10 (protege Streptococcus pneumoniae, uma bactéria responsável globalmente por doenças pneumocócicas invasivas, como pneumonia bacterêmica e meningite bacteriana, e doenças não-invasivas, a exemplo da pneumonia, sinusite e otite média aguda)
- Rotavírus (protege contra gastrenterite viral)
3 meses (1ª dose) e 5 meses (2ª dose):
- Meningo C (protege contra meningite, encefalite, meningoencefalite)
6 meses:
- Pentavalente
- Influenza (protege contra a gripe)
- VIP
- Covid-19
9 meses:
- Covid-19
- Febre Amarela
1 ano (12 meses):
- Pneumococo 10
- Meningo ACWY
- Tríplice Viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola)
1 ano e 3 meses (15 meses):
- DTP (protege contra difteria, tétano e coqueluche)
- VIP
- Tetra Viral (protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela)
- Hepatite A
4 anos:
- DTP
- Febre Amarela
- Varicela
Approach
Foto: Mariana Oliveira Tavares
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