Agora é imperativo que a sociedade, as empresas e as famílias brasileiras passem a enxergar o seguro não como uma despesa, mas sim como uma ferramenta estratégica de blindagem patrimonial e catalisadora do desenvolvimento econômico e social do nosso país. Atualmente, a percepção predominante ainda se restringe ao custo, subestimando o suporte crucial que o setor securitário oferece para a manutenção de toda e qualquer atividade. Empresas e famílias que compreendem a importância da proteção oferecida pelos seguros — sejam eles patrimoniais, de pessoas, de saúde ou pela previdência complementar privada — demonstram uma visão de futuro e uma notável gestão de riscos.
A realidade, muitas vezes, nos impõe desafios imprevistos. O falecimento de um provedor, o acometimento de uma doença ou acidente que impeça o sustento familiar, ou mesmo enfermidades que afastem cuidadores do ambiente de trabalho, são situações que podem impactar drasticamente as receitas familiares e empresariais. Nesse contexto, o seguro atua como um mecanismo de proteção e amparo que garante a continuidade e o desenvolvimento de projetos de vida, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Seja qual for o objetivo ou o sonho, o seguro acompanha e garante que os imprevistos não comprometam o progresso, evitando paralisações ou interrupções.
É fundamental que a relevância do seguro seja incorporada desde o planejamento estratégico de qualquer negócio ou projeto familiar. Ele assegura o apoio em cada etapa, momento a momento. Mesmo diante de riscos que parecem remotos e muitas vezes são subestimados pelas famílias, a análise estatística demonstra a necessidade constante da proteção.
O custo do seguro é, invariavelmente, proporcional ao risco. Riscos maiores implicam custos mais elevados, mas também uma maior necessidade de proteção. Para ilustrar, basta observarmos dados alarmantes: no Brasil, ocorrem cerca de 240 mil casos de invalidez permanente por ano, causados apenas por acidentes de trânsito. A essa estatística, soma-se uma enormidade de acidentes domésticos, quedas, práticas esportivas e outras ocorrências, muitas vezes inesperadas. Em cenários de invalidez por acidente ou doença, o seguro representa uma proteção valiosa, na qual o investimento é relativamente baixo, mas a proteção é abrangente. Seja em casos como um choque anafilático ou um acidente grave, o seguro garante a estabilidade econômica de famílias e empresas em momentos de fragilidade.
Essa proteção individual e corporativa gera um impacto que transcende o âmbito privado: reflete-se na otimização dos recursos públicos. Ao garantir a proteção financeira das famílias e a resiliência das empresas, o seguro diminui a pressão e a necessidade de investimentos públicos emergenciais em áreas como saúde e assistência social. Isso permite que os recursos arrecadados por meio de impostos sejam direcionados de forma mais eficaz para áreas prioritárias como infraestrutura, educação e segurança pública, proporcionando melhores condições de vida para todos e contribuindo para a sustentabilidade fiscal do Estado.
O setor segurador tem ampliado sua relevância na economia nacional, e é um indicador de maturidade econômica e social. No entanto, o Brasil ainda tem um vasto campo para a expansão da cultura de seguros. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que o setor representa uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) e tem metas ambiciosas de crescimento, evidenciando o seu papel de pilar da atividade econômica no país.
Portanto, o desafio do mercado é, urgentemente, sair da “bolha” e dialogar com a sociedade, reforçando que o seguro é um ativo — uma ferramenta de gestão de riscos que permite empreender, planejar e viver com maior tranquilidade. Investir em seguro é garantir que o sonho de hoje não se transforme em crise amanhã, pavimentando o caminho para um crescimento mais robusto, equilibrado e sustentável para todos. A responsabilidade de consolidar essa cultura de proteção é de todo o ecossistema, pois uma sociedade protegida é, intrinsecamente, uma sociedade mais próspera.
Komunic
*Por Gustavo Bentes – Presidente do Sincor-MG
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