Acidentes com cargas perigosas nas rodovias brasileiras têm chamado atenção não apenas pelos danos imediatos, mas pelo complexo efeito cascata que exigem das autoridades e empresas. Cada incidente, seja um tombamento ou um vazamento químico, acende o alerta para riscos ambientais e prejuízos milionários, além de colocar à prova a capacidade de resposta das transportadoras.
Milhares de caminhões transportando combustíveis, produtos químicos e resíduos industriais circulam diariamente pelo país. A fiscalização se intensifica, mas os acidentes continuam acontecendo, revelando lacunas na gestão de risco e na prevenção.
Um exemplo recente é a Operação TRPP Nacional 2025, conduzida pelo Ibama com apoio da PRF, ANTT, ANP e órgãos estaduais. Foram aplicados R$ 1,2 milhão em multas e apreendidos 62 veículos, sinalizando que as autoridades não estão apenas punindo — estão exigindo que as empresas planejem e respondam rapidamente a emergências ambientais.
Em um cenário onde o compliance ambiental se tornou mandatório, cada etapa do transporte, da origem ao destino, precisa estar coberta por planos de contingência e seguros robustos.
“A legislação ambiental cada vez mais complexa, aliada ao rigor das fiscalizações, destaca que as empresas devem ir além da reação a incidentes: é preciso antecipar riscos“, afirma João Paulo, CEO da Mundo Seguro, corretora e consultoria especializada em seguros de transporte e riscos ambientais.
Acidentes recentes reforçam urgência do seguro
Em setembro de 2025, um caminhão-tanque perdeu os freios na BR-356, em Minas Gerais, e derramou 13 mil litros de emulsão asfáltica a poucos metros do Rio Preto. A resposta emergencial evitou contaminação direta, mas a transportadora precisou monitorar a área por semanas.
Em março, na Rodovia dos Tamoios, em Caraguatatuba (SP), outro caminhão tombou e espalhou produtos químicos pela pista, exigindo equipes especializadas para limpeza e neutralização de riscos.
“Em acidentes como os da BR-356 ou da Rodovia dos Tamoios, um seguro ambiental bem estruturado permite que recursos sejam mobilizados rapidamente para conter vazamentos, realizar limpeza e minimizar impactos. Ele garante que a empresa esteja preparada para lidar com custos emergenciais e retomar a operação com mais segurança“, explica João Paulo.
Ainda segundo o especialista, com o avanço das políticas ESG e o endurecimento da fiscalização, o seguro ambiental deixou de ser um item acessório e passou a integrar o planejamento estratégico das operações logísticas. Ele garante recursos imediatos para conter danos, fortalece a gestão de riscos e evidencia que a empresa assume responsabilidade sobre o impacto de suas operações.
“No cenário atual, prevenir acidentes não é apenas uma questão de conformidade legal: é uma estratégia de negócio. Para transportadoras e indústrias, o seguro ambiental se tornou uma ferramenta essencial para continuar operando de forma segura, responsável e competitiva“, finaliza o CEO da Mundo Seguro.
Publika.aí Comunicação
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