A psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross ficou conhecida por descrever as cinco fases emocionais diante do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Embora originalmente pensada para lidar com perdas, essa teoria se revelou um mapa poderoso para compreender qualquer transformação significativa, especialmente quando envolve renunciar a práticas antigas.
Hoje, o mercado de seguros vive uma dessas mudanças profundas. Grandes seguradoras, corretores e novas companhias digitais estão diante de um cenário em que a digitalização é inevitável e a experiência do cliente é diferencial competitivo.
Nosso setor sempre foi sinônimo de solidez. Grandes seguradoras construíram marcas fortes e relacionamentos duradouros com corretores e clientes. Mas a realidade atual é outra: a digitalização é inevitável, novos modelos de negócio surgem e a experiência do cliente passou a ser um diferencial competitivo. Nesse ambiente, convivem três forças:
Seguradoras tradicionais que ainda operam com processos burocráticos. Seguradoras que se adaptam, revisando sistemas, modernizando fluxos e incorporando tecnologia. Novas seguradoras digitais, que já nascem ágeis e conectadas às expectativas do cliente. Todas, de algum modo, percorrem a curva da mudança.
1. Negação: “Sempre fizemos assim“
Algumas grandes seguradoras confiam em sua base de clientes e acreditam que a transformação digital é apenas uma onda passageira. É o estágio em que se subestima a força de insurtechs ou de novas seguradoras digitais que operam com processos enxutos e atendimento instantâneo.
2. Raiva: quando a conta chega
O desconforto aparece quando os números começam a mudar: corretores migram para parceiros mais modernos e a receita encolhe. Surgem discursos defensivos e a sensação de “o mercado não entende nosso valor“.
3. Barganha: ajustes superficiais
Neste ponto, vemos movimentos tímidos — digitalização de etapas isoladas, pilotos de inovação sem impacto real. É uma tentativa de ganhar tempo, mas sem reconfigurar o modelo de negócio.
4. Depressão: o choque de realidade
Quando a perda de vendas e a saída de corretores se tornam visíveis, vem a percepção de que pequenas iniciativas não bastam. Esse estágio, embora difícil, é também um convite a rever cultura, tecnologia e relacionamento com o mercado.
5. Aceitação: o futuro colaborativo
Aqui surge a reinvenção: seguradoras tradicionais que investem pesado em tecnologia, criam novos modelos de atendimento e estabelecem parcerias estratégicas; corretores que se tornam consultores digitais; e seguradoras nativas digitais que consolidam espaço com agilidade e inovação.
A transformação do mercado de seguros não é uma guerra de “novos contra antigos“. É a evolução de um ecossistema colaborativo, onde cada player — do corretor à seguradora tradicional ou insurtech — precisa encontrar seu ritmo de adaptação.
Em qual fase está a empresa onde você trabalha? Não precisa me contar! Na STOA não precisamos percorrer toda a curva para entender a importância da mudança. Já nascemos prontos para o mercado digital, oferecendo tecnologia, treinamento e backoffice para corretores e seguradoras, sejam tradicionais, em adaptação ou nativas digitais. Nosso papel é acelerar a chegada à fase de aceitação, ajudando cada parceiro a transformar desafios em vantagem competitiva.
KS Comunicação
*Por Eduardo Marcellini é CEO da STOA, insurtech que atua no impulsionamento dos corretores de seguros.
You may be interested

Com foco em inovação, PASI lança produto NR-1
Publicação - 17 de abril de 2026Pioneiro no mercado segurador em soluções para saúde mental no trabalho, o Seguro PASI, desde 2016 através da Central de Amparo, já oferece para os seus segurados…

FenSeg participa de workshop sobre estatísticas de incêndio
Publicação - 17 de abril de 2026A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) participou do I Workshop de Fomento às Estatísticas de Incêndio 2026, realizado em São Paulo, a convite da Associação Brasileira…

Receita de acionista do Grupo MDS supera US$ 2,9 bi
Publicação - 17 de abril de 2026O Grupo Ardonagh registrou em 2025 uma receita de 2,9 bilhões de dólares, com um EBITDA de 1,1 bilhão de dólares, consolidando sua posição entre os 15 maiores grupos…
Mais desta categoria



Ouvidoria se consolida como instrumento estratégico com o consumidor
Publicação - 17 de abril de 2026









