A Delphos tem intensificado o uso de IA em suas frentes de atuação, encarando-a não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um pilar estratégico para a inovação e a eficiência dos negócios e dos clientes. Segundo o diretor de Operações da empresa, Nélio Alvarez (foto), a Delphos acompanha atentamente as discussões sobre o Projeto de Lei 2338/23, incluindo a recente audiência pública com a participação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), acreditando que uma regulamentação clara e equilibrada “será fundamental para fomentar um ambiente de desenvolvimento seguro e ético para a IA no Brasil”.
A Delphos está, também, direcionando novos e contínuos investimentos em IA tratando-a como um componente essencial para a evolução dos serviços disponibilizados ao mercado, bem como para seus processos corporativos internos. “Como exemplo, buscamos integrar e automatizar toda a esteira de regulação de sinistros, desde a triagem e extração inteligente de dados na abertura do processo, passando pelo apoio à análise técnica e à quantificação de danos, até a orquestração completa do workflow para garantir máxima agilidade, precisão e eficiência”, frisa Nélio.
Especificamente no caso do setor de seguros, a Delphos entende que a regulamentação do uso da inteligência artificial representaria um pilar fundamental para o futuro do mercado.
Na visão de Nélio, essa necessidade não surge por uma visão restritiva à tecnologia, mas sim pela natureza da própria atividade seguradora, que é baseada em confiança, mutualismo e na gestão de dados extremamente sensíveis. “As decisões tomadas no setor – seja na precificação de um risco ou na liquidação de um sinistro – têm um impacto direto e significativo na vida financeira e pessoal dos segurados”, argumenta.
Não por acaso, atualmente, o peso da IA na Delphos é estratégico e crescente. Deixou de ser um projeto de inovação isolado, para se tornar um componente transversal, progressivamente integrado ao desenvolvimento e à otimização dos principais serviços. Para os próximos anos, a IA evoluirá de uma ferramenta de otimização para o motor central da plataforma de serviços. “O objetivo é que ela não apenas execute tarefas, mas que habilite um modelo de “Inteligência Aumentada”, onde a sinergia entre a tecnologia e os especialistas redefinirá os padrões de agilidade e precisão oferecidos ao mercado segurador”, explica Nélio.
Legislação – Já o diretor Jurídico da Delphos, Leonardo Bagno, avalia que as exigências excessivas da legislação podem desestimular o empreendedorismo e os investimentos em IA, especialmente em empresas como foco na inovação, como a Delphos. Para ele, esse é “um risco real” e uma preocupação central no debate sobre o Projeto de Lei 2338/23. “Exigências excessivamente prescritivas, vagas ou desproporcionais ao risco da aplicação podem, sem dúvida, desestimular o empreendedorismo e os investimentos em IA no Brasil. O ideal é que a regulamentação possa adotar uma abordagem baseada em risco, com exigências rigorosas para aplicações de alto risco, e mais leves para as de baixo risco, mas sempre com transparência, supervisão e auditoria”, pontua Bagno, acrescentando que o desafio é encontrar o equilíbrio na criação de um marco que proteja os direitos fundamentais e estabeleça confiança na tecnologia, sem gerar um ambiente hostil à inovação, à livre iniciativa e livre concorrência.
Laboratório – A Delphos interpreta a criação do Laboratório de Inovação da Susep sob uma ótica de maturidade institucional. Na visão da empresa, o papel do laboratório não será desenvolver produtos para o mercado ou competir com os atuais players, mas, sim, o de compreender as novas tecnologias para desenvolver soluções que auxilie nas suas atividades regulatórias e que forneça, na medida do possível, a possibilidade de identificar riscos ao mercado com maior antecedência – e atuar para mitigá-los.
O verdadeiro desafio, e onde o mercado deve se manter vigilante e colaborativo, é garantir que o processo de análise e aprovação de inovações dentro desse novo ambiente seja ágil e não se transforme em um gargalo burocrático.
Nesse sentido, a presidente da empresa, Elisabete Prado, revela que a Delphos, como parceira tecnológica e pioneira na prestação de serviços especializados no mercado segurador, tem “total interesse e capacidade em contribuir” com o Laboratório de Inovação da Susep. A intenção é colaborar através do compartilhamento da profunda experiência prática da Delphos em diversos ramos de seguro. “Podemos oferecer percepções técnicas e operacionais sobre a automação de workflows e o uso de IA em processos de outsources, ajudando a Susep a construir uma regulamentação moderna, que seja protetiva ao consumidor e ao investidor, e, ao mesmo tempo, aderente à realidade operacional do mercado para fomentar a inovação de forma segura e fluída”, revela a executiva.
VTN Comunicação
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