Dados recentes da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, divulgada pelo IBGE em 2025, mostram um movimento cada vez mais claro entre a população 60+: a preferência por bairros com infraestrutura de qualidade, mobilidade facilitada e maior presença de áreas verdes. Entre os brasileiros com 70 anos ou mais, 93,3% vivem em vias largas, com melhor circulação, e 36,7% estão em áreas com ao menos cinco árvores, o maior índice entre todas as faixas etárias.
Esse comportamento vai além de uma simples escolha residencial. Ele aponta para um público sênior mais exigente e consciente e planejado, que prioriza qualidade de vida, autonomia e segurança, e que impacta diretamente o setor financeiro e segurador.
“A escolha por bairros bem estruturados revela decisões financeiras planejadas e conscientes, que precisam ser compreendidas pelo mercado”, afirma Marcos Eduardo Ferreira, especialista em longevidade e cofundador do Silver Hub, aceleradora voltada ao público sênior. “Esse público não está envelhecendo de forma passiva. Eles estão organizando seus patrimônios, consumindo com consciência e buscando proteção para garantir independência ao longo da vida.”
Segundo Marcos, essa nova geração 60+ já rompeu com o estigma de desinformação financeira. São consumidores que dominam canais digitais, valorizam o planejamento de longo prazo, desenvolveram a disciplina de poupar e lidaram com as crises financeiras e, portanto, têm plena consciência da importância de proteger seu padrão de vida. E isso exige uma resposta objetiva de bancos, fintechs e seguradoras.
“Não estamos falando mais de produtos genéricos. Estamos falando de soluções personalizadas para este perfil de consumidor, que envolvem seguros e previdência privada combinados e sob medida para que de forma eficiente cubram as necessidades desta fase da vida e facilitem a sucessão, consultorias patrimoniais e até seguros residenciais que acompanhem a fase da vida em que se busca mais conforto e menos riscos”, explica.
Para ele, a longevidade impõe desafios também à gestão de riscos e à autonomia financeira. “Quanto mais tempo se vive, mais importante se torna o preparo para enfrentar imprevistos, manter o padrão de vida e assegurar uma velhice ativa, algo que as soluções financeiras precisam acompanhar com urgência”, completa.
O especialista destaca ainda que as empresas têm uma oportunidade concreta de liderar essa transformação, desde que estejam dispostos a entender profundamente o novo perfil do consumidor maduro e investir em produtos que reflitam sua realidade e aspirações.
Sheep Comunicação
You may be interested

A edição especial da revista do CVG-RJ com a cerimônia de entrega do Oscar de Seguro já está no site: cvgrj.com.br
Publicação - 6 de novembro de 2026A 50ª edição do tradicional prêmio "Destaques do Ano" de 2025/26, considerado o "Oscar do Seguro", um evento organizado pelo Clube Vida em Grupo do Rio de…

Ibracor alerta sobre mudanças na jornada de trabalho
Publicação - 6 de novembro de 2026O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibracor) orienta as empresas associadas a se prepararem para as mudanças nas regras de jornada de…

Estudo sobre a participação feminina no mercado de seguros revela maior força de trabalho das mulheres no segmento e oportunidades de negócios
Publicação - 6 de novembro de 2026Resultados da primeira pesquisa FeMa Meter, promovida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostram o crescimento da presença das mulheres como profissionais e consumidoras de seguros e…
Mais desta categoria


Novo Guia de prevenção à lavagem de dinheiro da CNseg amplia abordagem diante dos novos riscos digitais
Publicação - 6 de novembro de 2026
Mapfre amplia estrutura comercial e retoma unidades dedicadas à capital e ao interior de São Paulo
Publicação - 6 de novembro de 2026









