00:00:00
17 Jan

Planejamento financeiro e seguros: os pilares de uma vida mais estável e longeva

30 de junho de 2025
205 Visualizações

O Brasil viveu, ao longo da década de 1980, um dos períodos econômicos mais desafiadores da sua história recente: a hiperinflação. Esse fenômeno, que corroía o poder de compra dos cidadãos diariamente, deixou marcas profundas na nossa cultura financeira. Mesmo após décadas de estabilidade monetária, o comportamento imediato, quase instintivo, de gastar rapidamente o que se tem ainda ecoa no cotidiano de milhões de brasileiros. A lógica por trás disso é simples: naquele contexto, guardar dinheiro era sinônimo de perda.

Esse passado nos ajuda a entender por que tantos ainda associam dinheiro exclusivamente ao consumo imediato, sem refletir sobre o futuro. E aqui reside um dos grandes desafios da educação financeira no Brasil: reverter esse modelo mental e construir uma nova relação com o dinheiro — uma relação baseada na consciência, na responsabilidade e, sobretudo, na previsibilidade.

A educação financeira, por definição, nos orienta a equilibrar necessidades presentes com objetivos futuros. Ela não nega o consumo, mas propõe que ele seja planejado, que caiba dentro de um orçamento realista, e que ande lado a lado com a poupança, o investimento e a proteção. Nesse cenário, o papel dos seguros é central — e não apenas como produtos financeiros, mas como instrumentos de estabilidade e segurança para as famílias brasileiras.

A prevenção é um conceito poderoso. Quando falamos em seguro, falamos sobre proteger aquilo que já foi conquistado com esforço — seja um patrimônio físico como a casa, o carro, ou mesmo bens menores como eletrônicos — mas também falamos sobre proteger o futuro, a capacidade de continuar sonhando e realizando mesmo diante dos imprevistos. E o imprevisto, sabemos, não manda aviso.

Seguros fazem parte de um bom planejamento financeiro justamente por isso: eles evitam que um contratempo — como um acidente, um problema de saúde, um roubo ou mesmo uma morte inesperada — desestabilize toda a estrutura financeira de uma família. E é importante dizer que planejamento financeiro não é um privilégio de quem tem altos rendimentos. Ao contrário, é uma ferramenta acessível, possível, e que faz ainda mais diferença entre aqueles que têm orçamentos mais justos. Destinar 5%, 10% da renda mensal à proteção e ao futuro é, sim, viável, desde que haja organização e prioridade.

Vale lembrar que a previdência complementar é uma das formas mais eficazes de se preparar para um futuro mais tranquilo. Ela funciona como uma poupança de longo prazo, mas com o benefício adicional dos juros compostos — o famoso “juros sobre juros”. Quanto antes se começa, maior será o acúmulo ao longo dos anos. E, considerando o aumento expressivo da expectativa de vida no Brasil, esse tipo de planejamento torna-se ainda mais necessário.

Com os avanços da medicina, da tecnologia e do saneamento básico, não será incomum que as crianças de hoje vivam até os 100 anos. Isso é uma conquista da humanidade, mas também nos impõe uma reflexão séria: como sustentar 30 ou 40 anos de vida após a aposentadoria, quando a capacidade laboral já tiver diminuído ou mesmo cessado? Essa é uma equação que não se resolve apenas com boa vontade. Ela exige planejamento de longo prazo, visão e disciplina.

A resposta para essa questão está na base: educação. Uma sociedade financeiramente equilibrada começa pela inclusão da educação financeira no currículo escolar. As crianças devem crescer compreendendo o valor do dinheiro, a importância da poupança, o papel dos seguros e a necessidade de se planejar para um futuro cada vez mais longevo. Aprender desde cedo que consumo e prazer imediato não precisam ser inimigos da segurança e do bem-estar futuro é um passo fundamental para uma geração mais preparada. Mas não devemos esperar apenas pelas novas gerações. Os adultos de hoje ainda têm tempo e instrumentos para construir esse caminho.

Acredito profundamente que, à medida que a sociedade brasileira se apropriar desses conceitos, teremos um país mais justo, mais resiliente e mais saudável financeiramente. Onde o dinheiro será, de fato, um instrumento de liberdade, e não de ansiedade. Onde as famílias poderão viver com mais tranquilidade e dignidade. E onde o seguro será compreendido não apenas como um produto, mas como parte essencial de uma vida bem planejada.

PROS Comunicação

*Por Edmir Ribeiro, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne)

You may be interested

Fenix DFA lança “rastreador digital
Diversos
104 Vizualizações
Diversos
104 Vizualizações

Fenix DFA lança “rastreador digital

Publicação - 16 de janeiro de 2026

Com o avanço exponencial dos ataques de ransomware e o endurecimento das exigências regulatórias, o seguro cibernético tornou-se vital para a continuidade dos negócios. No entanto, muitas…

Expansão com segurança para empresas brasileiras
Allianz Trade
105 Vizualizações
Allianz Trade
105 Vizualizações

Expansão com segurança para empresas brasileiras

Publicação - 16 de janeiro de 2026

Com a recente aprovação do histórico acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai,…

Mapfre nomeia Fabio Lopes como superintendente comercial do Canal Parcerias
Mapfre
104 Vizualizações
Mapfre
104 Vizualizações

Mapfre nomeia Fabio Lopes como superintendente comercial do Canal Parcerias

Publicação - 16 de janeiro de 2026

A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, anuncia a nomeação de Fabio Lopes como novo superintendente comercial do Canal Parcerias, responsável pelos segmentos de Cooperativas…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

Grupo MAG completa 191 anos
MAG Seguros
131 Vizualizações
131 Vizualizações

Grupo MAG completa 191 anos

Publicação - 15 de janeiro de 2026
WordPress Video Lightbox Plugin