A Bradesco Seguros realizou, na última terça-feira (10), a primeira edição do evento de premiação do Selo Oficina Sustentável, iniciativa pioneira desenvolvida em parceria com a Ecoassist, que reconhece oficinas parceiras do estado de São Paulo que adotam práticas sustentáveis. O encontro aconteceu na sede da Ecoassist, em Barueri (SP), e reuniu executivos das duas companhias, que conduziram a homenagem às 23 oficinas premiadas.
Implementado em 2022, o projeto tem como foco a destinação correta e o gerenciamento responsável de resíduos gerados nas oficinas como, sucata automotiva, peças, óleos, baterias, solventes e outros resíduos do setor automotivo. No acumulado de 2025, já foram recolhidas 82,4 toneladas de material, um montante próximo à quantidade de resíduos recolhidos em todo o ano de 2024. Desde que foi lançado, o projeto já soma mais de 257 toneladas de material coletado e devidamente destinado.
Segundo o Superintendente Sênior de Sinistro da Bradesco Seguros, Márcio Jordão, o projeto garante que os resíduos sejam adequadamente reciclados ou descartados de forma responsável, o que gera impactos sociais, econômicos e ambientais. “Promovemos o descarte ecológico, evitando que os materiais sejam utilizados de forma indevida, e encaminhamos toneladas de resíduos que seriam descartados de forma duvidosa para um direcionamento efetivo, que dê retorno real à sociedade”.
O executivo ressaltou ainda a importância das oficinas para o sucesso da iniciativa. “Estamos entregando essa placa, que é simbólica, mas que tem um significado muito forte para todo o processo que passamos. Nosso relacionamento com as oficinas é de extrema importância”, destacou Jordão.
O diretor geral da Ecoassist, Eber Souza, explica que o processo envolve toda uma cadeia produtiva. “Muitas vezes associam os resíduos apenas à parte ambiental, mas nós olhamos para a parte social e econômica também. Destinamos o material para empresas do terceiro setor, preparamos essas empresas, que empregam pessoas em vulnerabilidade social, para trabalharem no processamento e reaproveitamento desses resíduos. Muitas vezes olhamos só na ponta o que é a coleta, mas temos toda uma cadeia, que será muito bem promovida, com o aumento do tratamento de resíduos”.
A estimativa é que para cada tonelada de plástico reciclado, são gerados em média 3,3 empregos. Dessa forma, estima-se que, até o momento, o projeto gerou 193 empregos em toda a cadeia de reciclagem, envolvendo logística, indústrias e terceiro setor.
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