Existe um momento mais adequado para se falar sobre a cultura de seguros dentro de casa? Especialistas opinam sobre o assunto e muitos acreditam que a melhor hora é quando os filhos, ainda jovens, têm o primeiro contato com a vida adulta, por exemplo, fazendo autoescola para tirar a CNH ou durante o primeiro estágio, aprendendo a administrar o primeiro salário.
De acordo com a educadora financeira Luciana Pavan, fundadora da plataforma 90 Segundos de Finanças, para muitos jovens, conquistar o primeiro carro representa independência e realização pessoal. “No entanto, é comum que o seguro seja negligenciado nesse processo. Antes mesmo da compra, o ideal seria considerar o custo do seguro como parte do investimento, já que ele pode alterar significativamente o custo-benefício do veículo. Às vezes, a pessoa opta por um carro mais barato, mas descobre que o seguro tem um custo mais elevado. É importante olhar estatísticas de roubo e analisar o valor da proteção antes de fechar negócio”, afirma a especialista.
Pavan ainda ressalta que contratar uma apólice não deve ser visto apenas como uma medida contra roubo. “O seguro contra terceiros, por exemplo, é fundamental. Você nunca sabe se vai colidir com um carro de luxo – e isso pode representar um grande prejuízo”, alerta. Outro ponto que muitos jovens desconhecem é que algumas seguradoras oferecem assistências que podem ser úteis no dia a dia, como guincho, chaveiro e até serviços residenciais. “Essas assistências representam uma economia e evitam imprevistos que impactam o orçamento”, conclui.
A OON Seguradora, empresa mineira que atua com seguros digitais para automóveis, acredita que o desenvolvimento da cultura insurance deve vir junto com a matrícula nas aulas de condução. “Quando um adolescente ou um jovem adulto está se preparando para tirar a licença de condutor, temos o momento ideal para discutir o tema segurança dentro de casa. Uma apólice bem escolhida pode ser sinônimo de uma boa noite de sono”, salienta Wellington Jones, CMO da OON Seguradora.
Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), há cerca de 20,1 milhões de veículos com seguro no Brasil. Isso representa apenas 30% da frota total de 62,3 milhões de automóveis e 9,7 milhões de caminhonetes registrada em maio pelo Ministério dos Transportes. Em outras palavras, mais de 70% dos veículos em circulação seguem sem qualquer tipo de cobertura securitária.
Esses dados apresentados acima revelam que o tema “seguro auto” não se encontra estabelecido no cotidiano dos brasileiros. Jones salienta que o momento mais apropriado é no começo, ou seja, quando o jovem está tendo suas primeiras experiências com o volante. “Quando contratamos uma apólice, nosso desejo é nunca ter que usá-la. No entanto, sabemos que os imprevistos acontecem e, além de estimular a prudência no manejo dos veículos, é imprescindível desenvolver esse pensamento de que o sinistro é uma possibilidade”, ressalta.
Sebastião Rinaldi – Oficina de RP
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