O volume de notícias de incêndios estruturais aumentou nos três primeiros meses de 2025. É o que aponta levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 647 ocorrências de incêndios estruturais de janeiro a março deste ano, representando alta de 6% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 610 notícias.
Os números também apresentaram um expressivo aumento em relação a 2023 (581 ocorrências) e 2022 (515 reportagens). ” Mesmo com o fechamento de um ano já marcado por números altos, o primeiro trimestre de 2025 mostrou que os incêndios continuam em ritmo crescente. Edificações como indústrias, hospitais e shoppings seguem vulneráveis. Reflexo, muitas vezes, de uma postura negligente por parte dos responsáveis, que enxergam a proteção contra incêndio apenas como uma exigência legal, e não como uma real prioridade de segurança”, relata Marcelo Lima, consultor do ISB.
As ocorrências contabilizadas são chamadas de “incêndios estruturais”, ou seja, aquelas que poderiam ter sido contornadas com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências.
A legislação?de?prevenção e combate a incêndios é estadual e está atualizada. A?de?São Paulo é uma das mais avançadas do País e serve?de?modelo para grande parte do Brasil. “A questão?está?em aplicá-la corretamente”, explica Marcelo Lima.
“A legislação exige a instalação de sistemas de proteção contra incêndios, mas não determina critérios claros sobre a qualidade ou confiabilidade dos equipamentos utilizados. Com exceção dos extintores, não há exigência de certificação, o que permite a presença de sistemas que, embora estejam dentro da legalidade, podem não funcionar adequadamente em uma emergência. O risco é que essa falha só seja percebida no pior momento, durante um incêndio real”, explica Lima. “A falta de estatísticas oficiais de incêndios no Brasil ainda é um dos principais desafios do setor. O ISB defende que os Corpos de Bombeiros Militares de todo o país deveriam divulgar dados de ocorrências de incêndios, para que possamos entender a real situação dos casos e propor mudanças”, conclui.
Conteúdo Net
You may be interested

A edição especial da revista do CVG-RJ com a cerimônia de entrega do Oscar de Seguro já está no site: cvgrj.com.br
Publicação - 6 de novembro de 2026A 50ª edição do tradicional prêmio "Destaques do Ano" de 2025/26, considerado o "Oscar do Seguro", um evento organizado pelo Clube Vida em Grupo do Rio de…

Ibracor alerta sobre mudanças na jornada de trabalho
Publicação - 6 de novembro de 2026O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibracor) orienta as empresas associadas a se prepararem para as mudanças nas regras de jornada de…

Estudo sobre a participação feminina no mercado de seguros revela maior força de trabalho das mulheres no segmento e oportunidades de negócios
Publicação - 6 de novembro de 2026Resultados da primeira pesquisa FeMa Meter, promovida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostram o crescimento da presença das mulheres como profissionais e consumidoras de seguros e…
Mais desta categoria


Novo Guia de prevenção à lavagem de dinheiro da CNseg amplia abordagem diante dos novos riscos digitais
Publicação - 6 de novembro de 2026
Mapfre amplia estrutura comercial e retoma unidades dedicadas à capital e ao interior de São Paulo
Publicação - 6 de novembro de 2026









