Rostos que não são reais, vozes que imitam com perfeição e conteúdos cada vez
mais difíceis de distinguir da realidade. Esses são os chamados deepfakes. Criados
por meio de algoritmos de aprendizado de máquina, eles analisam padrões de voz,
expressões faciais e movimentos. A partir disso, é possível gerar vídeos ou áudios
em que uma pessoa parece estar dizendo ou fazendo algo que nunca fez.
O avanço dessa tecnologia tem alarmado especialistas. “Não estamos mais falando
apenas de manipulação de imagem, mas de uma quebra na confiança. Quando você
vê um vídeo ou ouve uma voz, a tendência é acreditar”, explica Cleyton Hort, CEO da
empresa de tecnologia Lyncas.
Um relatório recente da Sumsub, empresa global de verificação de identidade,
apontou que os casos de deepfake aumentaram 84 vezes entre 2022 e 2023 no
mundo. O Brasil concentra quase metade de todos os casos registrados na América
Latina, com crescimento de 830% em apenas um ano. Fintechs, empresas de
criptomoedas e plataformas de apostas online estão entre os setores mais visados
pelos golpistas.
Embora a tecnologia de detecção esteja evoluindo, a prevenção ainda começa com
atenção e senso crítico. Veja algumas dicas para reconhecer possíveis deepfakes:
- Observe o rosto com atenção: piscadas pouco naturais, sincronia labial
imprecisa ou expressões estranhas podem ser indícios de manipulação. - Analise o áudio: ruídos artificiais ou pausas incomuns podem sinalizar que a
voz foi gerada por IA. - Desconfie de urgências: muitos golpes se aproveitam da pressa para
enganar. Se receber um pedido suspeito, confirme por outro canal.
Use a verificação em duas etapas: essa medida simples pode dificultar
invasões e fraudes.
Evento online abordará o assunto
O bate-papo Lyncas Talks, marcado para o dia 30 de abril, às 11 horas, reunirá
especialistas para discutir como a própria inteligência artificial pode ser usada para
detectar e combater esse tipo de fraude. Participam do debate Ana Silvia Mancuso,
gestora de Contencioso Digital no Peck Advogados; Alexandre Pinto, CEO da
Diferenciall Tecnologia e ex-CIO do Flamengo; e Cleyton Hort, CEO da Lyncas, que
também será o host da conversa.
“A mesma inteligência que cria deepfakes pode ser usada para detectá-los. Mas isso
exige investimento, capacitação e políticas claras de segurança. A ideia é mostrar
como a tecnologia, quando bem utilizada, pode ser uma aliada na defesa da verdade
nas empresas”, esclarece Cleyton.
Para assistir ao webinar “IA contra o deepfake: a tecnologia no combate a fraudes”,
acesse o canal no Youtube ou LinkedIn.
Imagem Corporativa
You may be interested

A edição especial da revista do CVG-RJ com a cerimônia de entrega do Oscar de Seguro já está no site: cvgrj.com.br
Publicação - 6 de novembro de 2026A 50ª edição do tradicional prêmio "Destaques do Ano" de 2025/26, considerado o "Oscar do Seguro", um evento organizado pelo Clube Vida em Grupo do Rio de…

Ibracor alerta sobre mudanças na jornada de trabalho
Publicação - 6 de novembro de 2026O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibracor) orienta as empresas associadas a se prepararem para as mudanças nas regras de jornada de…

Estudo sobre a participação feminina no mercado de seguros revela maior força de trabalho das mulheres no segmento e oportunidades de negócios
Publicação - 6 de novembro de 2026Resultados da primeira pesquisa FeMa Meter, promovida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostram o crescimento da presença das mulheres como profissionais e consumidoras de seguros e…
Mais desta categoria


Novo Guia de prevenção à lavagem de dinheiro da CNseg amplia abordagem diante dos novos riscos digitais
Publicação - 6 de novembro de 2026
Mapfre amplia estrutura comercial e retoma unidades dedicadas à capital e ao interior de São Paulo
Publicação - 6 de novembro de 2026









