Com a chegada de 2025, as regras de transição para aposentadoria do INSS tornaram-se mais rigorosas, exigindo que os trabalhadores se atentem às novas condições para garantir o benefício. Para as mulheres, a idade mínima passou para 59 anos, com pelo menos 30 anos de contribuição. Já os homens devem ter 64 anos de idade e 35 de contribuição. As novas regras fazem parte de um ajuste progressivo iniciado com a Reforma da Previdência de 2019, que continuará até 2031.
Diante dessas mudanças e da possibilidade de valores reduzidos na aposentadoria pública, cresce a importância do planejamento financeiro para o futuro. A previdência privada surge como uma alternativa estratégica para complementar a renda na terceira idade, garantindo maior segurança e independência financeira.
Segundo Henrique Jenkins (foto), diretor do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), a previdência privada é um investimento de longo prazo que oferece vantagens tributárias e flexibilidade. “Os planos de previdência privada têm isenção do chamado come-cotas, uma antecipação do imposto de renda sobre os ganhos acumulados pelos fundos de investimento. Além disso, permitem a portabilidade entre fundos e seguradoras sem necessidade de resgate, facilitando a adaptação a diferentes cenários econômicos”, explica Jenkins.
Outro diferencial é a liquidez dos planos, que possibilita saques programados ou a contratação de uma renda fixa. Em caso de falecimento do titular do plano, o montante acumulado é transferido diretamente para os beneficiários indicados, sem necessidade de inventário, o que agiliza o acesso aos recursos e pode reduzir tributações.
Os planos de previdência privada atendem perfis variados, desde os mais conservadores até os mais arrojados. Entre as opções disponíveis, destacam-se o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), ideal para quem faz a declaração simplificada do imposto de renda, e o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres), que permite dedução de contribuições da base de cálculo do IR em até 12% da renda bruta tributável anual.
“Para escolher a melhor opção, é essencial estudar as condições oferecidas pelo mercado e contar com o suporte de um corretor de seguros. Cada plano possui taxas e rentabilidades diferentes, por isso é fundamental entender qual se adequa melhor ao perfil do investidor”, ressalta Jenkins. Com as novas regras da Previdência e um cenário de incertezas quanto às aposentadorias públicas, investir em uma previdência privada pode ser a chave para garantir um futuro financeiro mais tranquilo e estável.
Voz Comunicação
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