Em dezembro, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva aprovou o Marco Legal dos Seguros, um projeto de lei que promete mudar a forma como os seguros são contratados. A iniciativa, que visa trazer facilidades e maior clareza, pode desagradar as seguradoras e, consequentemente, afetar o beneficiário.
O Projeto de Lei 2597/2024 é uma tentativa de organizar as regras sobre contratos de seguro, que hoje estão espalhadas por diversas normas e regulamentos. O objetivo é trazer mais informação e equilíbrio para as relações entre seguradoras e segurados, já que a legislação atual é muitas vezes considerada confusa, gerando insegurança tanto para quem contrata, quanto para quem oferece o produto.
Entre as melhorias propostas, destacam-se a proteção do consumidor, com o fim do cancelamento unilateral de contratos – exceto em casos previstos por lei-, transparência, com regras claras para a análise de risco e definição das condições do seguro, rapidez, com novos prazos para recusa de propostas e pagamento de indenizações, e acesso à justiça, com o foro para disputas, preferencialmente, no domicílio do segurado ou beneficiário.
Do outro lado da moeda, o Marco Legal dos Seguros pode aumentar os custos operacionais das seguradoras, com possíveis repasses de custos ao beneficiário ou criação de novos produtos mais caros. Além disso, como em qualquer outra transição, há o tempo de adaptação, e nessa janela, é possível que haja confusões e até um aumento temporário de litígios enquanto as novas regras não se consolidam. Outro ponto sensível é a interpretação das novas normas. Algumas delas, apesar da intenção de clareza, ainda deixam margem para debates jurídicos que podem ocasionar processos judiciais.
Para minimizar esses possíveis impactos negativos, uma das soluções é a criação de um período de transição mais longo, com suporte técnico para seguradoras e consumidores, evitando aumentos repentinos nos custos e auxiliando as partes a entenderem as novas regras.
Além disso, uma eventual regulamentação complementar pode trazer mais detalhamento para pontos ainda considerados vagos, garantindo que os objetivos do marco legal sejam alcançados sem prejudicar tanto a seguradora, quanto o segurado.
Sendo assim, empresas e consumidores poderão contratar seguros com mais confiança e benefícios significativos após a implementação do Marco Legal dos Seguros. Vale ressaltar, porém, que a mudança também exige atenção para entender como a aplicação pode impactar os custos e a oferta de produtos no mercado. Sabendo que as regras são claras e que o contrato está amparado por uma legislação moderna, espera-se a redução de conflitos e litígios, o que tornará o setor mais eficiente e até mais atrativo para investimentos.
RPMA Comunicação
*Por João Máximo
Foto: João Máximo, advogado de contencioso cível no Marcos Martins Advogados.
You may be interested

Mapfre reforça crescimento, conexão e consistência
Publicação - 8 de maio de 2026A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, realizou na cidade de São Paulo um roadshow voltado aos corretores e diretores de corretoras de seguros das…

CCS-RJ oferece novo benefício exclusivo para associados
Publicação - 8 de maio de 2026Os associados do Clube de Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), passam a contar com um novo plano odontológico desenvolvido especialmente para atender às suas…

Maio Amarelo reforça alerta sobre práticas do seguro automotivo
Publicação - 8 de maio de 2026Com o aumento das campanhas de conscientização no trânsito durante o movimento Maio Amarelo, especialistas alertam que a atenção dos motoristas deve ir além da direção segura.…
Mais desta categoria

Hailton Madureira assume a Diretoria de Relações Institucionais da CNseg
Publicação - 8 de maio de 2026

Bradsaúde estreia campanha nacional que marca início oficial da companhia
Publicação - 7 de maio de 2026









