O fim do ano é o momento ideal para quem deseja potencializar o planejamento financeiro e, ao mesmo tempo, otimizar a declaração do Imposto de Renda. Ao investir em um PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) até o dia 30 de dezembro, é possível deduzir os aportes realizados no plano em até 12% da renda tributável no IR de 2025. Essa dedução pode resultar em uma economia significativa no imposto a pagar ou até mesmo um aumento na restituição.
Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, explica que o PGBL permite que o investidor adie o pagamento do Imposto de Renda sobre o valor investido até o momento do resgate, o que contribui para acumular um capital maior a ser rentabilizado ao longo do tempo. “Para aproveitar essa vantagem fiscal, é essencial escolher o modelo de declaração completa do Imposto de Renda, pois o próprio programa da Receita Federal calculará automaticamente a dedução permitida. A lógica é a de que, enquanto o investidor estiver acumulando recursos para a aposentadoria, ele não precisará pagar IR sobre esse montante”, esclarece Scripilliti.
Na declaração do Imposto de Renda de 2025, o contribuinte deverá informar o valor investido em previdência privada na seção “Pagamentos Efetuados” do programa da Receita Federal, utilizando o código “36 — Previdência Complementar”.
PGBL x VGBL
De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), até agosto de 2024, o PGBL correspondia a 22% dos contratos, com 3,1 milhões de adesões. Já o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), mais indicado para quem faz a declaração simplificada do IR e não contribui para a previdência pública, é o tipo mais popular de plano de previdência, representando 63% do total no mesmo período, com cerca de 8,9 milhões de contratos. Os planos tradicionais de previdência somam os 15% restantes.
Entre janeiro e agosto de 2024, o VGBL foi responsável por 92% da captação de novos recursos, totalizando aproximadamente R$ 120 bilhões. No caso do PGBL, foram captados mais de R$ 8 bilhões, enquanto os planos tradicionais tiveram uma captação de cerca de R$ 2 bilhões.
Edelman
Foto: Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência.
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