A presidente da Delphos, Elisabete Prado (foto), comentou, terça-feira passada, 26 de março, durante o evento “Almoço com seguro”, promovido pelo CVG-RJ e cujo tema foi “Fraude no seguro saúde”, que ficou empolgada com as discussões ocorridas no evento, e considera a retomada das avaliações com a indústria securitária para desenvolvimento de um sistema antifraudes, cujo piloto foi apresentado pouco antes da pandemia, mas não avançou em razão de outras prioridades.
“A Delphos é, essencialmente, uma empresa de serviços, mas com um olhar muito atento para as questões de tecnologia voltadas ao seu negócio. A prestação de serviços para o mercado segurador não prescinde do desenvolvimento de soluções que possam, além do autoconsumo, servir também aos propósitos das seguradoras. Nesse aspecto, é interessante participar de pautas positivas com o mercado, sempre em sinergia com aquilo que possa agregar valor para a cadeia do negócio, e, em última instancia, auxiliar na qualificação do processo concorrencial que possa beneficiar o consumidor final. Parece não haver um sistema que possa englobar todas as necessidades e que seja acessível e com alcance para todo o mercado segurador”, enfatizou Elisabete.
Projeto da Delphos – Há alguns anos, a Delphos elaborou um projeto-piloto para apresentar ao mercado. O piloto tinha justamente o objetivo de criar um sistema para agregar valor através do uso de um conjunto de estratégias para prevenção e detecção de fraudes de seguros, por entender que os impactos da fraude não recaem somente sobre as seguradoras, mas sim sobre toda a sociedade, uma vez que gera aumento do preço do seguro, prejudicando a entrada de novos consumidores. Nossos esforços previam a criação de mecanismos para retroalimentar e contribuir para o equilíbrio do gerenciamento dos riscos assumidos pelas seguradoras.
“Na ocasião, conversamos com vários entes do segmento, sabendo que havia um movimento bastante proativo na criação de um sistema que pudesse mitigar as dores do mercado”. Frisou que a Delphos sempre enxergou a necessidade de criação de algum sistema que pudesse ser oferecido para as seguradoras, diretamente, ou através das Associações de classe, para reduzir a alta de preços por conta dos maus pagadores, das fraudes e de eventuais ações combinadas entre partes relacionadas, que acabam lesando o mercado segurador e, com isso, aumentando a sinistralidade. A empresa evoluiu no sentido de criar mecanismos dentro dos seus próprios sistemas e soluções de tecnologia voltadas ao seu negócio, para detectar indícios de fraudes em sinistros e efetuar os apontamentos para as providências das contratantes.
Olhando para o futuro, entende que é necessário que haja uma solução que integre estratégias de criação de regras sobre fraudes identificadas pelas várias seguradoras e que guardem similaridade com as ocorridas no mercado em geral; que trate da aplicação de técnicas para a identificação de comportamentos fora dos padrões estabelecidos pelas regras de negócios; que utilize modelos estatísticos avançados para prever casos com maior e menor possibilidade de fraude; que efetue o tratamento de dados não estruturados para contribuir com a identificação de possibilidades de riscos gravosos do ponto de vista de condutas fora dos padrões; e que verifique os possíveis relacionamentos entre as entidades participantes da cadeia de valor do seguro.
Open Insurance – O setor de seguros investe de forma intensa em inovações ou novas tecnologias. No entanto, como bem explorado pelos palestrantes do evento do CVG, acabam ficando reféns de modelos de fraudes que se “renovam” com a mesma velocidade das inovações mitigadoras. Como explicar esse paradoxo? “Se abrir essa discussão, ela mostrará inúmeras variáveis. Some-se à isso a questão da proteção de dados. A criação de um sistema único implicaria na necessidade de compartilhamento de dados com severas, e necessárias, barreiras para proteção. O Open Insurance poderia ser um facilitador, mas mesmo essa vertente parece estar limitada a iniciativas que não abrangem, ainda, todas as seguradoras. Enfim, o mercado é concorrencial no que diz respeito aos seus produtos, às suas vendas, e aos seus avanços, mas uma solução que auxiliasse todos na mitigação de seus riscos, seria benéfica para as partes relacionadas. A Delphos pode ajudar na construção de soluções convergentes para isso, concluiu Elisabete Prado.
VTN Comunicação
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