00:00:00
26 Aug

Brasil vai crescer 1,7% e PIB mundial terá alta de 2,4%

4 de março de 2024
245 Visualizações

A economia mundial continuará a crescer em 2024, mas em ritmo mais lento que no ano passado, da mesma forma que acontecerá no Brasil. A previsão é da Coface, líder global em seguro de crédito e especializada em análise e avalição de risco, que apresentou dados de seu estudo anual no webinar “CRC: imersão profunda na América Latina”.

A companhia prevê que o PIB global crescerá 2,4% este ano, depois de registrar 2,6% em 2023 e 3,1% em 2022. Essa tendência vale para o Brasil, que deve crescer 1,7% este ano, em comparação a 2,9% em 2023 e 3,0% em 2022.

Considerando toda a América Latina o quadro também é semelhante, com crescimento médio de 1,6% em 2024, depois de registrar 2,2% no ano passado e 3,6% em 2022. O ritmo menor de elevação do PIB no continente terá como destaque, na estimativa da Coface, a Argentina, com recuo de 2,5% este ano, depois de uma queda 1,8% em 2023 e de crescimento de 5,0% em 2022.

Em relação à inflação, a Coface considera que o índice está em queda moderada em quase todo o planeta, mas lembra que “o último quilômetro é sempre o mais difícil”, ou seja, que é preciso manter redobrada atenção para o comportamento dos preços. Há fatores que devem ser acompanhados de perto, como as tensões no Mar Vermelho, que ameaçam as cadeias de abastecimento, e a incerteza em relação ao prazo e à dimensão de mudanças na política monetária (redução dos juros).

Outro ponto de atenção, lembra o estudo, é o nível de insolvência das empresas, que tem tendência de continuar elevado, inclusive no Brasil, onde o número de pedidos de recuperação judicial disparou em 2023 e seguiu elevado no primeira mês de 2024 (com alta de 60% a/a).

Apesar dessas incertezas, a tendência geral na América Latina é de queda da inflação, prevê a Coface. No Brasil, o índice deve ser de 3,8% no fechamento deste ano, em comparação aos 4,6% em 2023. Também nesse ponto a principal exceção será a Argentina, onde os preços sobem ainda mais neste começo de ano.

Quanto à taxa referencial de juros, a Coface prevê também uma queda na maioria dos países da América Latina este ano, incluindo o Brasil. No entanto, as taxas de juros reais devem permanecer elevadas no curto prazo.

A situação da China merece atenção, alerta o estudo. A recuperação do crescimento continuará sendo difícil em 2024, devido a três fatores principais: demanda interna insuficiente, pressão de desinflação e correção do mercado imobiliário. Além disso, o estudo da Coface lembra que a possibilidade de um grande estímulo por parte do governo é pequena, devido a seus efeitos secundários. No entanto, o governo chinês deve manter as políticas favoráveis ao crescimento e é prevista também melhor coordenação entre as políticas fiscais e monetárias.

No geral, lembra o estudo da Coface, os objetivos do governo chinês são conseguir um crescimento mais equilibrado, aumentar a produtividade, a produção com maior valor agregado, e a distribuição de recursos de forma mais eficiente por meio de uma melhora do sistema financeiro. Mas o crescimento sustentável da China enfrenta como obstáculo um modelo desequilibrado liderado por investimentos com cada vez menor rentabilidade e a dependência das exportações como quase o único motor da economia. Além disso, o consumo interno ainda não consegue ser o principal fator de crescimento.

Mesmo com esses problemas, a China continuará a ser importante para a economia da América Latina. As exportações brasileiras para o mercado chinês, por exemplo, representaram 31% do total exportado pelo Brasil em 2023, em comparação a 20% em 2013, e o salto foi ainda maior no Peru (36% no ano passado, contra 17% dez anos antes). A região ainda deve seguir atraindo investimento de empresas chinesas em setores como mineração, energia e infraestrutura. Por outro lado, a Coface ressalta que o financiamento chinês de países endividados na América Latina despencou depois de chegarem próximos a US$ 35 bilhões em 2010.Em 2022, o total ficou abaixo de US$ 1 bilhão.

Na classificação de risco-país, a Coface considera que o Brasil está no nível B, ou seja, com risco “razoavelmente alto” de default, mesmo patamar do Peru. A Argentina e a Bolívia receberam a classificação “D”, isto é, com risco “muito alto”. O maior nível, segundo o estudo da companhia, é da Venezuela, classificada como “E”, que significa “risco extremo”.

Com relação à perspectiva política, em 2024, mais de 50% da população mundial em 70 países irá às urnas, enquanto os riscos sociais e políticos estão em níveis historicamente altos.

Na análise sobre o cenário global, a Coface considera que a globalização não acabou, mas passa por um processo de mudança. Na avaliação da companhia, o México é o país da América Latina com mais potencial de se beneficiar por conta da proximidade dos Estados Unidos, do USMCA (acordo de livre comércio Estados Unidos-México-Canadá) e de uma ampla base manufatureira.

Tamer Comunicação

You may be interested

Bradesco Saúde lança Efetivo Plus para empresas no interior de São Paulo
Bradesco Saúde
97 Vizualizações
Bradesco Saúde
97 Vizualizações

Bradesco Saúde lança Efetivo Plus para empresas no interior de São Paulo

Publicação - 25 de agosto de 2026

A Bradesco Saúde anuncia a chegada do plano Efetivo Plus ao interior de São Paulo, que combina qualidade assistencial, ampla cobertura e custo-benefício competitivo. Voltado para comercialização…

Mercado de veículos elétricos muda a lógica do seguro automóvel
MDS Brasil
91 Vizualizações
MDS Brasil
91 Vizualizações

Mercado de veículos elétricos muda a lógica do seguro automóvel

Publicação - 25 de agosto de 2026

O avanço dos veículos eletrificados no Brasil já começa a produzir impactos concretos também no mercado segurador. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, as vendas de…

PROAUTO estreia no ExpoSeg e leva a proteção ao maior congresso de corretores do Brasil
PROAUTO
85 Vizualizações
PROAUTO
85 Vizualizações

PROAUTO estreia no ExpoSeg e leva a proteção ao maior congresso de corretores do Brasil

Publicação - 25 de agosto de 2026

A PROAUTO participa pela primeira vez da ExpoSeg, a feira de negócios do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que acontece de 27 a 29 de…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin