O presidente Dyogo Oliveira da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apresentou, em entrevista coletiva realizada no dia 14 de dezembro, no Hotel Pullman, Vila Olímpia, em São Paulo, aspectos sobre o crescimento do mercado segurador para 2023 e 2024 e concluiu o desempenho nos segmentos de seguros de Danos e Responsabilidades, Cobertura de Pessoas, Saúde Suplementar e Capitalização.
Após uma análise detalhada dos desempenhos nos setores de seguros de Danos e Responsabilidades, Coberturas de Pessoas, Capitalização e Saúde Suplementar, a estimativa é que o mercado segurador cresça 9,4% em 2023, e que em 2024 alcance a projeção de 10,9%. Este resultado é devido ao impacto do seguro Rural, e insuficiência de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A projeção da arrecadação do Rural para 2024, é de avanço de 8,4%.
Nos planos de Previdência Aberta, a expectativa é que a arrecadação dos produtos das Famílias VGBL e PGBL avance 6,1% em 2023 e 7,4% em 2024. Oliveira, destacou que o setor é impactado pela dificuldade e falta de cultura financeira da população. “A captação líquida da poupança, voltou a apresentar resultado negativo em julho (-R$ 3,6 bilhões) e agosto (-R$ 10,1 bilhões), conforme dados do Banco Central, e esta queda está relacionada, pelo alto nível de endividamento da população”, destacou.
Conforme dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), e do SPC Brasil, foram observados de uma forma geral, que endividamento dos brasileiros girava em torno de 7,2% em agosto deste ano, comparando com o mês período de 2022, atingindo o total de 66,8 milhões de pessoas, ou seja a média somada per capita é de R$ 4.108,00.
Com a nova projeção da Confederação, o agregado dos Massificados, Grandes Riscos e os Riscos de Engenharia devem manter o ritmo de crescimento. Para a presente revisão, a entidade estima que a arrecadação do grupo Patrimonial fechará o ano com alta de 13,7%; no sub-grupo Massificados, a expectativa de crescimento ficou em 9,2%; os seguros de Grandes Riscos devem expandir em 24% sua demanda; e os seguros de Risco de Engenharia podem encerrar 2023 com avanço de 12%.
Com relação aos Massificados, Riscos de Engenharia e Grandes Riscos, devem a média de crescimento. A arrecadação do grupo Patrimonial fechará com alta de 13,7%, seguros de grandes riscos tem a projeção e expectativa de expansão em 24%, e riscos de engenharia com aumento de até 12%.
O presidente enxerga com otimismo o seguro auto, com crescimento de 18% ainda em 2023 e espera uma alta de 20,6% para o próximo ano. E é enfático ao informar que os ramos foram impactados pelo novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que segue em debate pelo grupo criado pela Susep – Superintendência de Seguros Privados, que fará o devido mapeamento do setor, e estratégias que poderão ser aplicadas as obras contempladas.
Redação IC
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