O câncer de mama feminino é o mais incidente no mundo, com 2,3 milhões de casos novos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), com base nos dados de 2020 do Global Cancer Observatory e da International Agency for Research on Cancer (Iarc). A neoplasia maligna está entre os dez tipos de câncer mais frequentes, considerando todas as possibilidades de câncer e todos os perfis de pacientes.
No Brasil, o câncer de mama é o mais diagnosticado entre as mulheres, após os tumores de pele não melanoma. De acordo com as projeções do INCA, cerca de 74 mil diagnósticos anuais serão registrados no triênio de 2023 a 2025, com uma incidência de 66 casos a cada 100 mil mulheres.
O câncer de mama também lidera as estatísticas de atendimentos da Bradesco Saúde sobre a doença. Entre os beneficiários da operadora que necessitaram de sessões de quimioterapia no último ano, 43,8% estavam em tratamento para esse tipo câncer.
Contudo, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alerta que nem todas as mulheres receberão o diagnóstico, por não realizarem exames de rotina ou por não procurarem assistência médica ao sinal de alterações nas mamas. Segundo a instituição, apenas 20% das mulheres na idade recomendada realizam a mamografia. Confirmando esse comportamento das brasileiras, levantamento da Bradesco Saúde também aponta que apenas uma de cada cinco seguradas em elegibilidade para a mamografia (40 anos ou mais) realizaram o exame preventivo este ano.
“É fundamental reforçar a prevenção. Para o rastreamento adequado, a mamografia e o ultrassom de mamas são exames preventivos essenciais para avaliar a saúde da mulher. Mas esse cuidado começa antes, com a adoção de um estilo de vida saudável, com uma série de comportamentos que podem contribuir para reduzir os riscos de desenvolvimento da doença”, comenta Maria Beatriz Padilha (foto), superintendente executiva da Bradesco Saúde.
Cuidados essenciais
Para promover a saúde e a prevenção, a Bradesco Saúde mantém o programa Juntos Pela Saúde, que reúne uma série de iniciativas com esse foco. Com objetivo de promover a conscientização do câncer de mama, a operadora realiza campanhas periódicas sobre o autocuidado.
Além dos conhecidos fatores genéticos, os aspectos ambientais e comportamentais podem contribuir para o surgimento da doença. De acordo com o Inca, ao menos 17% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com a adoção de comportamentos preventivos e a construção de hábitos saudáveis, como:
· Praticar atividade física;
· Manter o peso corporal adequado;
· No caso das mães, amamentação prolongada.
Mamografia e o diagnóstico precoce
Além da prevenção e do autoexame, mulheres de 50 a 69 anos devem fazer a cada dois anos a mamografia, segundo o Inca. Para as mulheres de 40 a 49 anos, são recomendados o exame clínico anual e a mamografia em caso de resultado alterado do exame. Para as pacientes com maiores riscos, como aquelas que possuem fatores hereditários, o rastreamento pode ser iniciado precocemente.
De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), quando o câncer de mama é diagnosticado em estágio inicial, as chances de cura podem superar 95%.
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