Proteger a carga transportada contra os mais diversos tipos de risco, desde a origem até o destino, é o objetivo do seguro Transporte. Somente em 2022, segundo um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a modalidade pagou mais de R$ 2,8 bilhões em indenizações para os segurados, o que representa um aumento de 35,5%, se comparado com 2021.
O pagamento das indenizações garantiu ao segurado o reembolso por perdas ou danos ocorridos durante o transporte aquaviário, rodoviário, ferroviário e aéreo, nacional ou internacional. No período analisado, foi identificado um avanço de 25,1% na arrecadação, com um total de R$ 5,3 bilhões.
“O seguro Transporte é importante para a economia porque garante a continuidade das cadeias de produção e de abastecimento em todo o país”, ressalta Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.
São três as modalidades de seguro Transporte: Embarcador Nacional e Embarcador Internacional, que são seguros contratados pelo dono da carga e são obrigatórios caso este seja pessoa jurídica, com exceção aos órgãos públicos; e o Transportador, que é um seguro de responsabilidade civil contratado pelo transportador da carga.
O Embarcador Nacional, que pagou aproximadamente R$ 900 milhões em indenizações (+28%) e arrecadou R$ 1,5 bilhão (+29,8%), garante o reembolso dos prejuízos causados aos bens segurados durante transporte em vias nacionais terrestres, aéreas ou aquaviárias.
Já o Embarcador Internacional, que pagou R$ 353 milhões em indenizações (+132,5%) e arrecadou R$ 1,1 bilhão (+ 33,9%), garante ao exportador/importador o reembolso dos prejuízos causados aos bens segurados durante transporte em vias internacionais terrestres, aéreas ou aquaviárias.
Por fim, o Transportador, que pagou R$ 1,7 bilhão em indenizações, montante 28,0% superior ao do ano anterior, e arrecadou R$ 2,8 bilhões, valor 19,8% superior que em 2021, cobre prejuízos causados aos bens segurados durante o seu transporte.
Mercado de seguros
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram um aumento no pagamento de indenizações, benefícios, resgates e sorteios (sem Saúde e sem DPVAT) no ano de 2022, que somaram mais de R$ 219,4 bilhões, volume 15,5% superior a 2021. O levantamento também destaca que, no mesmo período, o setor teve um aumento de 16,2% na procura pelos produtos de seguros, em relação ao ano de 2021, com mais de R$ 355,9 bilhões em arrecadação (sem Saúde e sem DPVAT).
Hill + Knowlton Brasil
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