Open insurance, sandbox, insurtechs. A tecnologia tomou conta do mercado de seguros e, nos últimos anos, termos como esses se tornaram corriqueiros nos debates, nos negócios e no dia a dia das empresas.
A indústria de seguros está absorvendo mais soluções digitais e promovendo automação em seus processos a fim de agilizar serviços, reduzir custos e, ao final, entregar uma experiência cada vez melhor ao cliente.
Para acompanhar tudo o que vem acontecendo dentro deste novo cenário é necessário entender os aspectos que fazem parte desse universo.
Entenda o que significam os principais termos tecnológicos do mercado:
Insurtechs
No setor de seguros, a transformação tecnológica é liderada pelas insurtechs, cujo termo vem da junção das palavras insurance (seguro) e technology (tecnologia). O nome se refere às startups que estão inovando no setor, empresas responsáveis pela criação de aplicativos ou plataformas de gestão de dados, servindo para a automaticidade de processos.
O termo insurtech também se refere ao fenômeno por trás do conceito, que, neste caso, corresponde ao elo entre startups, tecnologia e seguradoras. De forma geral, as insurtechs exploram a automação de processos, utilizando a tecnologia para promover a redução de custos e encurtar os ciclos de serviços, tornando-os mais ágeis e menos burocráticos.
Sandbox
De acordo com informações da Susep, o Sandbox Regulatório é um ambiente experimental constituído com condições especiais, limitadas e exclusivas, que não representem barreiras à inovação. O ambiente tem como objetivo reduzir os custos e facilitar os processos para os consumidores, com foco na melhoria da experiência do usuário.
Ainda de acordo com a autarquia, são projetos que propõem novas tecnologias ou processos inovadores para o mercado de seguros brasileiro, modernizando o setor e trazendo recursos simples para os usuários, possibilitando, por exemplo, novos produtos e formas de contratação, cancelamento e recebimento de indenizações.
Open Insurance
Já o Open Insurance, ou Sistema de Seguros Aberto, é a possibilidade de consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes sociedades autorizadas/credenciadas pela Susep, de forma segura, ágil, precisa e conveniente.
Para entregar esses benefícios ao consumidor, o Open Insurance irá operacionalizar e padronizar o compartilhamento de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas, com privacidade e segurança.
Blockchain
A blockchain funciona como um grande banco de dados compartilhado que registra as transações dos usuários. Hoje, estão disponíveis diversos modelos no mercado, mas a primeira surgiu junto com o lançamento do Bitcoin, em 2008.
No mercado de seguros, entrou em operação este ano a Plataforma de Integração de Informações das Entidades Reguladoras (Pier), constituída para agilizar os processos de autorização do sistema financeiro.
Desenvolvida pelo Banco Central (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Pier integra dados de órgãos reguladores e agiliza processos de autorização e registro demandados pelas instituições financeiras.
Com a automatização, consultas analógicas que poderiam levar até um mês passam a ocorrer em segundos. Dessa forma, uma consulta antes feita entre dois reguladores por meio de ofício acontece de forma online.
Capacitação em inovação
Apesar de tantos avanços, a transformação tecnológica no mercado de seguros está apenas começando e com muitas as áreas de atuação a serem desbravadas. No entanto, ainda são poucos os especialistas neste segmento.
Para preencher essa lacuna, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) promove a Certificação Avançada em Insurtechs, programa de ensino inovador e inédito no mercado brasileiro, que aborda desde os fundamentos básicos do segmento até as perspectivas para o futuro.
As aulas da segunda turma terão início em agosto e ainda há vagas. Conheça o programa, inscreva-se e faça parte do seleto grupo de especialistas em tecnologia de seguros no Brasil.
Comunicação ENS
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