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07 Nov

Café com seguro da ANSP discute novos players na saúde suplementar

11 de abril de 2022
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Na última quarta-feira (06), a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP – realizou uma palestra com o tema “Novos players na saúde suplementar: As healthtechs na visão médica-assistencial” na primeira edição do Café com Seguro do ano de 2022. A “live” foi apresentada pelo Diretor da instituição, Ac. Edmur de Almeida, e pelo Presidente, Ac. João Marcelo dos Santos. Foi moderada pelo Ac. Josafá Ferreira Primo, que é coordenador da Cátedra de Saúde e, como palestrante, Ac. Dra. Goldete Priszkulnik, executiva Médica em Gestão em Saúde Suplementar e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Auditoria Médica – SBAM.

A Ac. Goldete trouxe uma visão médica sobre a questão do que as novas operadoras de planos de saúde têm colocado para os seus beneficiários. Também compartilhou dados recentes relacionados a quantidade de vidas em cada uma destas operadoras. Durante sua palestra, a médica falou sobre os temas “operadoras e modelos de negócios”, “ANS e seus números” e “entendendo as Healthtechs”. No final, também explanou sobre disrupção – novos modelos de operadora – e abriu espaço para perguntas dos internautas e reflexões.

Para elucidar melhor o tema, a doutora também abordou assuntos relacionados ao cenário atual, como, por exemplo, mudanças demográficas e epidemiológicas, custos em saúde crescentes, maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e o aumento da expectativa de vida. Contemplou ainda movimentos importantes como a incorporação de novas tecnologias em saúde, cuidado descoordenado e fragmentado, não aferição de desfechos clínicos e necessidade de ampliação de sistemas de informação em saúde. “E por que precisamos considerar todos esses fatores? Para fazer essa balança equilibrar. Outro ponto é que informação é importante em qualquer setor, mas na área da saúde é primordial”, afirma.

Em sua fala, a acadêmica também abordou os desafios e necessidades do setor, como as reabilitações relacionadas aos casos de covid e doenças raras, que acarretam custos e pressões. O ponto alto da apresentação, porém, ficou por conta dos novos entrantes, as Healthtechs, que são consideradas como modelos disruptivos. São mudanças de paradigma que surgiram e que as pessoas terão que entender e se adaptar. E novamente a questão da informação se faz muito relevante, pois agora os dados dos clientes circulam entre as operadoras de saúde e suas clínicas conveniadas. “Nós vamos começar a usar, pela própria empresa, kits e dispositivos que irão permitir o autoatendimento assistido por um clínico. Isso é inovador. É disruptivo”, ressalta.

Outra mudança característica desse novo modelo de operadoras é o atendimento diferenciado para diferentes públicos. Ou seja, o tratamento das doenças crônicas nos idosos e o foco na orientação e prevenção dos mais jovens. Além disso, a volta do médico de família é mais que uma tendência, já é uma realidade. De acordo com a palestrante, as healthtechs estão crescendo no mundo corporativo, principalmente entre o público mais jovem, que faz questão de ter todas as soluções em seus smartphones, na palma de suas mãos.

Por fim, a Ac. Goldete ressaltou que atualmente a saúde exige serviços integrados. Nesse novo cenário, as operadoras se tornam um “market place”, reúne todos os serviços de saúde em um só lugar. “Desde a consulta com o médico, passando pela realização de exames, o diagnóstico e possíveis intervenções”, explica. Segundo ela, a ideia da Agência Nacional de Saúde a respeito da necessidade de melhora se baseia no fato de que se não existe um modelo do formato que as empresas precisam, elas acabam por ter apenas volume e aumento de custos. Isso porque, a população está mais velha, o custo cresceu, o cuidado não é coordenado, a rede fica fragmentada e não é possível mensurar quem realmente oferece um bom atendimento.

A executiva chamou a atenção, ainda, para a necessidade da implementação de novos modelos de remuneração. “As seguradoras, cooperativas, medicinas de grupos e auto-gestões já estão elaborando modelos de remuneração diferenciadas, que contemplam a jornada do paciente e o cuidado total até o desfecho”, concluiu.

Assista a live completa no canal da ANSP

Oficina do Texto

Foto: Josafá Ferreira Primo, coordenador da Cátedra de Saúde e  Dra. Goldete Priszkulnik, executiva Médica em Gestão em Saúde Suplementar.

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