00:00:00
07 Nov

Reabertura da economia: PIB Global pode crescer +5,5% em 2021

18 de junho de 2021
707 Visualizações

Enquanto países com economia desenvolvida realizam campanhas de imunização, a vacinação insuficiente na Ásia e nos mercados emergentes pode causar caminhos de crescimento dessincronizados. A análise é do time de economistas da seguradora de crédito, Euler Hermes. Segundo o documento divulgado nesta semana, as estratégias governamentais intermitentes para lidar com o aumento de novos casos – embora mais moderadas do que as ondas anteriores – provavelmente continuarão.

Depois de se aproximar dos níveis pré-crise no primeiro trimestre de 2021, a economia global parece pronta para uma forte recuperação nos próximos trimestres, em meio a uma grande reabertura em várias economias desenvolvidas. “Esperamos que o PIB global cresça +5,5% neste ano, com os EUA sendo a única nação a alcançar um desempenho superior à sua trajetória pré-Covid-19. Na Europa, o retorno aos níveis pré-crise só acontecerá em 2022”, prevê a economista da seguradora, Patricia Romero.

Crescimento do comércio global
O relatório aponta que o comércio global deve se recuperar em 2021, mas os gargalos podem descortinar obstáculos de curto prazo. A seguradora projeta um crescimento de +7,7% em termos de volume (após -8,0% em 2020) e +15,9% em termos de valor (após -9,9% em 2020), apoiado por efeitos de base favoráveis, um mais intenso do que o esperado nos primeiros meses do ano e fortes importações nos EUA, Europa e China.

“De fato, a recuperação das exportações globais tem sido, até agora, claramente impulsionada pela região Ásia-Pacífico, com as exportações da maioria das outras regiões ainda abaixo das médias pré-crise. No entanto, o desequilíbrio global entre oferta e demanda pode ser agravado durante o verão [do hemisfério norte], devido aos novos surtos de Covid-19 na região, especialmente em Taiwan, do qual o mundo se tornou cada vez mais dependente do setor eletrônico”, afirma Romero.

De acordo com a análise da seguradora, o impacto desses surtos no volume de comércio provavelmente será temporário e limitado ao segundo tri (após o qual as epidemias nos centros de comércio dessa região devem ser controladas), enquanto a alta nos preços, devido à escassez de insumos, deve permanecer na maior parte deste ano.

Pressões inflacionárias
O documento mostra que os gargalos em termos de oferta (matéria-prima, capacidade de transporte, força de trabalho) provavelmente manterão a inflação em alta até o final de 2021. “As pressões inflacionárias globais estão em níveis recordes, mas a boa notícia é que elas são impulsionadas, principalmente, por preços de energia e valorização do dólar, que estão passando por altas temporárias. É provável que a inflação prevaleça até 2022, quando a pressão por mão de obra diminuir junto com o aumento dos preços dos insumos e ativos”, acredita a economista.

A competição para ter acesso à força de trabalho se intensificará com a grande reabertura econômica. O tempo necessário para a realocação da mão de obra pode pesar no ritmo da recuperação do mercado de trabalho, espelhado por números decepcionantes nos EUA em abril. No Reino Unido, a escassez de empregos se intensificou desde a segunda fase de restrições, também em abril, principalmente nos setores de transporte, construção, alimentação e hotelaria.

Taxa de juros elevada no Brasil
“No curto prazo, os bancos centrais continuarão altamente flexíveis (com algumas exceções, como Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido até setembro de 2022). Espera-se que o FED (Federal Reserve System) reduza gradualmente as compras de títulos de 120 bilhões dólares por mês para 0 no segundo semestre de 2023, seguido por um primeiro aumento da taxa no segundo semestre de 2023”, afirma Romero. Para a economista, o BCE (Banco Central Europeu) continuará garantindo condições de financiamento atrativas durante a fase inicial da recuperação, mesmo com a inflação da Zona do Euro, provavelmente, ultrapassando 2,5% no segundo semestre de 2021. Alguns mercados emergentes devem ser uma exceção contra o aumento da inflação, já que a proteção do poder de compra real das famílias continuará sendo o foco em um ambiente de crescentes armadilhas de renda média e risco social.
“Esperamos que Brasil, Romênia, África do Sul e Nigéria elevem mais três vezes a taxa de juros até meados de 2022”, acredita.

Formulação de políticas: o intervencionismo ainda estará em ação em 2021. Evitar os erros de um aperto fiscal precoce ou desordenado será fundamental para a sustentabilidade da recuperação. O relatório aponta que a China já está empenhada em reduzir seus impulsos monetários/fiscais e outros países podem ser tentados a fazer o mesmo. No entanto, o encerramento prematuro dos mecanismos de assistência poderia, por exemplo, ser o estopim de uma nova onda de insolvências entre as empresas. Trazer perspectivas de longo prazo para o setor corporativo com projetos de infraestrutura e políticas industriais poderia restaurar a confiança e liberar o excesso de caixa no setor privado. No Reino Unido, por exemplo, a eliminação progressiva das medidas de apoio deve durar um ano inteiro.

Normalização do risco de crédito entre os setores
As intervenções estatais massivas ajudaram a suprimir uma onda significativa de insolvências em 2020, com o ano terminando com uma queda global de -12%, em vez de um aumento de +40%. O caixa nos balanços das companhias aumentou, mas o mesmo aconteceu com a dívida corporativa. Isso fará com que as empresas europeias aumentem suas margens operacionais para manter sua dívida sustentável (em 1,5 pp em média, todo o resto sendo igual). Além disso, a assimetria setorial do choque levou a uma ampla heterogeneidade entre os setores em termos de receita, lucros e impacto nos resultados.

As classificações de risco de crédito registraram fortes alterações nos setores que sofreram o impacto das restrições de forma negativa (hotéis, restaurantes e transporte) e positiva (químicos, farmacêuticos, varejo e agroalimentar). A Euler Hermes prevê que a recuperação global em levará a um reequilíbrio nas classificações de risco, mas a heterogeneidade entre os setores provavelmente prevalecerá até 2023.

Race Comunicação

Gráfico – Cenário Fed e BCE

You may be interested

A edição especial da revista do CVG-RJ com a cerimônia de entrega do Oscar de Seguro já está no site: cvgrj.com.br
CVG-RJ
76 Vizualizações
CVG-RJ
76 Vizualizações

A edição especial da revista do CVG-RJ com a cerimônia de entrega do Oscar de Seguro já está no site: cvgrj.com.br

Publicação - 6 de novembro de 2026

A 50ª edição do tradicional prêmio "Destaques do Ano" de 2025/26, considerado o "Oscar do Seguro", um evento organizado pelo Clube Vida em Grupo do Rio de…

Ibracor alerta sobre mudanças na jornada de trabalho
IBRACOR
87 Vizualizações
IBRACOR
87 Vizualizações

Ibracor alerta sobre mudanças na jornada de trabalho

Publicação - 6 de novembro de 2026

O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibracor) orienta as empresas associadas a se prepararem para as mudanças nas regras de jornada de…

Estudo sobre a participação feminina no mercado de seguros revela maior força de trabalho das mulheres no segmento e oportunidades de negócios
Ezze Seguros
91 Vizualizações
Ezze Seguros
91 Vizualizações

Estudo sobre a participação feminina no mercado de seguros revela maior força de trabalho das mulheres no segmento e oportunidades de negócios

Publicação - 6 de novembro de 2026

Resultados da primeira pesquisa FeMa Meter, promovida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostram o crescimento da presença das mulheres como profissionais e consumidoras de seguros e…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Mais desta categoria