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08 Oct

Open – mania ou utilidade?

22 de abril de 2021
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O termo “open” – abrir, em inglês – já está sendo incorporado ao nosso vernáculo e desde o século passado tem significado positivo.

Foi assim com a abertura das economias à concorrência, das mentes às diversidades. Abrir-se para novas formas de pensar o social, cultural, o gênero, e tantas outras que, mais recentemente, tratoram os feudos ainda existentes.

Quando falamos de sistema financeiro aberto, ou seja, onde as informações sobre os clientes e suas transações estão conectadas e podem ser compartilhadas, pensamos logo em open banking. Este ambiente aberto pode ser replicado para outros setores e assim chegamos ao nosso tema, o mercado de seguros.

No nosso mercado, assistimos à era do open insurance, uma abertura que não é uma panaceia, mas um ecossistema em progresso. É baseado em um tripé. Ele promete ‘open’ as transações entre os regulados e o regulador (aqui no Brasil, o SRO). Promete ‘open’ as transações realizadas entre clientes e seguradoras (o que aqui chamamos estritamente de open insurance). E compreende também ‘open’ as transações entre as próprias seguradoras (hoje, os sistemas de dados compartilhados na CNseg).

É inegável que essas aberturas podem criar oportunidades de negócios e transformar o modo pelo qual produtos e serviços são escolhidos pelo público e oferecidos pelas empresas.

Essas “open” estão no radar da Europa só a partir de 2023. Com a cautela característica deles, europeus. Aqui, no Brasil, saímos na frente e a parte SRO já começou a rodar. Também está havendo incremento do compartilhamento de dados entre as seguradoras. O open insurance ainda não está regulamentado, mas é desejo da Susep iniciar sua implementação em dezembro de 2021.

Para que tudo funcione a contento, temos muito o que aprender uns com os outros. As trocas de experiências internacionais sempre fazem bem. E evitam repetição de erros.

A resposta? Não é mania. É uma utilidade que beneficia a todos. Vamos nessa, trocando informações sobre a melhor maneira de “open”.

*Marcio Coriolano – Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg

Assessoria de Imprensa da CNseg

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