Pesquisa de Percepção do Benefício de Previdência Complementar, realizada pela consultoria e corretora de seguros norte-americana Lockton, revela que aproximadamente 30% das empresas estão indiferentes ou insatisfeitas com o administrador de seus Planos de Previdência. O levantamento ouviu 61 organizações de segmentos e portes variados, com média de faturamento anual de R?: 2,9Bi.
Segundo os respondentes, entre os principais pontos que os provedores têm deixado a desejar estão a rentabilidade do plano (24%), os serviços prestados aos colaboradores (20%) e o suporte às áreas de Recursos Humanos (16%), de grande relevância às empresas, já que as ajudam a demonstrar a importância deste benefício internamente.
Em relação à rentabilidade obtida, 45% das empresas alegam estar indiferentes ou insatisfeitas com os resultados. Os números revelam que algumas instituições ainda não se atentaram às inversões dos últimos anos relacionadas à gestão dos investimentos.
Por décadas, os planos de previdência foram ancorados em fundos conservadores, de renda fixa, que rendiam em torno de 1% ao mês. No entanto, a partir da redução da Taxa Básica de Juros (SELIC) ficou cada vez mais difícil que os planos permanecessem com esse nível de rentabilidade, sendo necessário que o investidor buscasse alternativas com mais riscos para atender suas necessidades futuras. “Um monitoramento técnico e mais próximo aos RHs e aos colaboradores, assim como uma eventual renegociação de taxas junto aos administradores do plano e dos fundos, poderia amenizar possíveis impactos na relação entre as partes.”, diz Demetrius Lima, consultor sênior de Previdência da Lockton.
Ausência de assessoria especializada
A pesquisa também aponta que 61% das empresas não contam com assessoria especializada para a administração do plano. “O acompanhamento profissional de uma Consultoria junto aos RHs e aos colaboradores é indicado, já que melhora a percepção do empregado em relação a este benefício, ampliando a adesão que também tem se revelado insuficientes.”, explica Demetrius.
Neste sentido, o levantamento indica que 53% das empresas têm adesão inferior a 50% do quadro de colaboradores. As que apresentam maior engajamento são as que estabelecem o acompanhamento e monitoramento frequente em relação à gestão do Plano de Previdência. “Outro ponto importante é que a empresa estabeleça uma esteira anual de comunicação aos colaboradores, diversificando os temas e a abordagem, como forma de conseguir atingir os diversos perfis de empregados.”, conclui o consultor.
Para auxiliar neste processo, os comitês internos de avaliação e análise são recomendáveis. Apenas 26% revelam que possuem o grupo e apenas 16% pretendem implantá-lo futuramente. “Recomendamos que implantem um comitê estratégico para avaliar ao menos uma vez por ano o plano de previdência que a empresa patrocina. Neles, são discutidas melhorias ou ajustes no benefício, seja alterando regras em função do perfil dos colaboradores ou até mesmo negociando melhoria de condições comerciais e implantação de novos fundos e serviços. Normalmente, é formado pela liderança da empresa, que ajuda a promover o benefício junto aos colaboradores”, diz Cassio Cabrera, superintendente Atuarial da Lockton.
TransMídia
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