Depois do baque causado pelo Covid-19 em 2020, a economia global deve se recuperar este ano, mas de maneira desigual entre países, setores de atividade e níveis de renda. A conclusão é do Barômetro de Risco País e Setorial da Coface, líder global em seguro de crédito e serviços relacionados, apresentado globalmente nesta terça-feira (dia 9). A previsão da Coface é que o crescimento mundial seja de 4,3% em média em 2021, enquanto o comércio mundial deverá aumentar 6,7% em volume.
Segundo o estudo, os países emergentes (entre os quais o Brasil) continuarão a sofrer os impactos da crise sanitária, tanto de maneira direta (com lockdowns e outras restrições) quanto indireta (consequência dos problemas nas economias maduras, em particular no comércio, nos preços das commodities e no turismo).
Apesar dessas dificuldades, os países latino-americanos poderão, em sua maioria, implementar políticas econômicas contracíclicas, particularmente políticas monetárias, de acordo com o relatório da Coface.
Segundo o texto, a situação atual é mais confortável no continente do que na crise financeira de 2008, quando a inflação alta limitou a ação dos Bancos Centrais. Desta vez, embora a inflação ainda seja elevada em países como a Argentina, a maioria dos Bancos Centrais da AL reduziu as taxas básicas de juros em 150 pontos-base em média. Além disso, os BCs de mais de 15 países da região lançaram programas de compra de títulos públicos ou de empresas privadas.
Em relação ao risco dos setores da economia, a Coface analisou a situação em 4 países da América Latina (Brasil, Argentina, Chile e México) em 13 segmentos. No caso brasileiro, o risco foi considerado médio apenas no Agronegócio e no Farmacêutico, e muito elevado em Têxtil e Roupas. Nos demais o risco foi classificado como alto: Automotivo, Químicos, Construção, Energia, Metais, Papel, Varejo, Transporte e Madeira.
MK
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