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06 Nov

Home office não será full time, aponta levantamento da Lockton

21 de dezembro de 2020
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Pesquisa de Benefícios realizada pela consultoria e corretora de seguros norte-americana Lockton indica que o home office veio para ficar, mas não será em tempo integral. Um dos benefícios de maior prevalência nas Políticas de Flexibilidade, o home office já foi instituído por 55% das empresas e outras 41% adotam de maneira informal, ou seja, sem uma política estruturada. Independentemente da pandemia, 45% das empresas já autorizavam os colaboradores a trabalharem de casa 1 ou 2 dias por semana.

O diretor Atuarial da Lockton no Brasil e coordenador do levantamento, Cesar Lopes, explica que já havia um movimento das organizações em flexibilizar a necessidade de ter colaboradores fisicamente nos escritórios e a pandemia acelerou o processo. “O home office veio para ficar, mas ao contrário do que se esperava, não será full time. Os dados da pesquisa apontam que as organizações planejam manter os colaboradores em home office entre 2 e 3 dias por semana”, afirma Cesar Lopes, diretor Atuarial da Lockton no Brasil.

O levantamento ouviu 469 empresas em 44 setores da economia. A amostra contou com 46% de companhias de capital nacional e 54% multinacionais.

Com o home office estruturado, apenas 27% das empresas afirmaram oferecer um auxílio financeiro mensal para colaboradores. Esse auxílio, que está em média R$ 100, tem como objetivo contribuir com o pagamento das contas que tiveram um aumento pelo fato de o colaborador passar mais tempo em casa, como energia, telefone e internet.

Além disso, de acordo com o levantamento, 22% das organizações concederam um auxílio específico para compra de mobiliário ou disponibilizaram o mobiliário do escritório para o colaborador. Esse auxílio, one-shot, variou entre R$ 310 e R$ 1.000.

Ainda em virtude da pandemia e em função do home office por tempo indeterminado, houve pequenas alterações nos benefícios como Vale Refeição. O Vale Refeição em 2020 apresentou valor médio de R$30,85, mantendo o patamar de 2019, quando a mediada foi R$30,61. Um dos motivos para o não reajuste foi a pandemia. “Observamos que empresas mantiveram o valor do Vale Refeição e, em alguns, casos, deram a opção de trocar pelo Vale Alimentação”, explica Cesar Lopes.

Transmidia.net Comunicação

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