00:00:00
16 Jan

As Mulheres do Mercado de Seguros discutem sobre o pós Covid-19

17 de julho de 2020
908 Visualizações

Em março deste ano, o mercado de seguros que sempre se destacou pelos grandes e sofisticados eventos, foi impactado. A Revista Insurance Corp, lança uma série de entrevistas com membros da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), com intuito em obter opiniões e buscar sugestões das líderes representativas do setor.

Participaram desta entrevista, Margo Black, atual presidente da entidade, com passagem marcante por várias empresas do mercado de resseguro como a H.Clarkson , atual AON, Munich Re, SCOR UK, entre outras, finalizando sua carreira como presidente da Swiss Re Brasil Resseguros e Diretora da América Latina Sul.

Fez parte também, Solange Guimarães, que ocupou o cargo de Superintendente de Comunicação Institucional da SulAmérica Seguros, e possui 25 anos de atuação em grandes veículos da imprensa e comunicação corporativa. Especialista em Gestão de Crise, Graduada pela PUC-SP, e mestre em Psicologia Social. É conselheira consultiva da AMMS.

E fechamos esta pauta com a conselheira da AMMS, Simone Ramos, que ocupa a Superintendência de Portos e Logística da THB Group, pós-graduada em Logística, Riscos e Sinistros pela ENS, especialização em Marine pelo The Chartered Insurance Institute. Atualmente cursa MBA em Gestão de Projetos pela USP e é coautora do Livro “Mulheres no Seguro”.

Insurance CorpEm relação aos importantes eventos realizados no setor, com o famoso “olho no olho” e troca de experiências, como pensam que seguirão os acontecimentos, fora os webinars, lives e zoom. Acreditam que os eventos online irão continuar?

Margo Black – Sim, acho que as ferramentas de vídeo conferência serão a nova realidade e muitas reuniões e eventos não vão ser mais presenciais. Acredito que a pandemia mostrou que as companhias podem economizar enormemente no futuro com os funcionários trabalhando em home office e sem a necessidade de viajar. Na verdade, muitas companhias já tinham começado a reduzir o espaço nos escritórios com o sistema ‘hot desking’.

Solange Guimarães – Acredito que pós pandemia haverá uma mescla de eventos pessoais e online. O mercado de seguros é muito relacional e o contato entre pessoas faz parte do negócio. Por outro lado, a pandemia mostrou que podemos fazer reuniões mais objetivas pela internet. Como teremos um período difícil pela frente, com corte de custos, viagens, esta opção será muito procurada para eventos menores e com público de outras regiões.

Simone Ramos – Eu acredito que teremos as duas modalidades de eventos. As relações construídas no mercado de seguro são valorizadas e os eventos presenciais, devem retomar agora em locais mais abertos e espaçosos. Vão tomar um novo formato, antes os que eram somente presenciais, também passarão a ser transmitidos ao vivo. É um momento desafiador para o setor e de se reinventar. As empresas já estão buscando novas formas e modelos para que não se perca o “olho no olho”.

ICA questão do home-office, acreditam que este modelo veio para ficar em alguns setores e departamentos?

MB – Acredito que muitas companhias já estavam implementando um sistema de home office, por um ou dois dias da semana. O grande desafio é os funcionários ajustar suas casas e rotinas com um trabalho efetivo e pontual.

SG – Era uma tendência que algumas empresas estavam testando em alguns departamentos. O isolamento social acelerou este processo e as companhias devem passar a utilizar mais, principalmente nas funções administrativas.

SR – Eu acredito que veio para ficar, a nova dinâmica mudou o modelo de trabalho. Se antes havia resistência de algumas empresas em aderir ao home office, já não existirá. Por outro lado, ganhou um aumento de produtividade e permitiu que líderes e gestores conhecessem melhor a realidade de seus times. O que poderia afastar acabou aproximando. O home office, já faz parte desta nova realidade.

ICEste episódio inesperado, impactou o mercado de seguros e também as relações pessoais como um todo? Quais os resultados?

MB – Acho que o resultado é surpreendente. A indústria seguradora não foi muito impactada (talvez apenas na reputação por disputar se a pandemia está coberta ou não nas apólices, que tem perda de benefícios). Mas acredito que vai aumentar a procura por seguro de linhas de Pessoas, Vida e Previdência e haverá demanda para produtos relacionados à pandemia, como ‘cancelamento de eventos’, etc.

SG – Os altos e baixos fazem parte do negócio e numa situação como esta, algumas carteiras foram mais afetadas que outras, mas o importante é que aumentou na opinião pública a percepção de valor em relação aos seguros. Apólices de vida, saúde e planos de previdência deverão ser mais procurados.

SR – Em toda crise há oportunidades e aprendizados. O mercado de seguros foi fundamental para orientar, aperfeiçoar clausulados e criar novos produtos. Em um futuro próximo enxergo o aumento de plataformas digitais. E mais humanização nas relações pessoais. Há um novo olhar. “No passado, os empregos dependiam de músculos, agora dependem de cérebro, no futuro eles vão depender do coração”, como escreveu a célebre economista Minouche Shafik, britânica-americana de origem egípcia.

ICApós a pandemia acreditam que o ‘novo normal’ seguirá com eventos online, ainda intensos?

MB – Eu acho que em alguns casos sim, mas não será tão frequente. A Indústria seguradora é um negócio de pessoas e networking presencialmente é algo fundamental. Eu acredito que Seminários e Congressos continuarão a ser presenciais, mas outros eventos podem ser organizados em formato online.

SG – Não. Vai diminuir até porque haverá uma grande necessidade das pessoas de sair de casa e encontrar ‘gente’. As lives, estão saturadas, mas não desaparecerá, nem voltará ao patamar anterior à pandemia.

SR – É possível sim que as demandas permaneçam. Antes já haviam pedidos de profissionais que por logística ou motivos pessoais não conseguiam participar presencialmente. E certamente haverá meios de interação com todos os públicos, seja presencial ou online.

Aguardem um novo “bate papo” informal com as Mulheres do Mercado de Seguros. Elas sempre trazem ideias e inovações em seus depoimentos. Que venha o ‘novo normal’, o setor está preparado, para novos desafios.

  • Márcia Kovacs, Redação Revista Insurance Corp

You may be interested

SMZTO investe na rede de franquias Líbero Seguros
Interesse Mercado
109 Vizualizações
Interesse Mercado
109 Vizualizações

SMZTO investe na rede de franquias Líbero Seguros

Publicação - 15 de janeiro de 2026

O Grupo SMZTO – principal private equity especializado em ativos de franchising do País – acaba de adquirir parte da franquia Líbero Seguros. Trata-se da primeira franquia do mercado de seguros…

Porto Saúde reforça presença no Dia de Saúde Integral
Porto Saúde
93 Vizualizações
Porto Saúde
93 Vizualizações

Porto Saúde reforça presença no Dia de Saúde Integral

Publicação - 15 de janeiro de 2026

No dia 19 de janeiro, a Porto Saúde promoverá no Rio de Janeiro o Dia da Saúde Integral, uma ativação gratuita e aberta ao público, com foco…

AXA conquista selo Top Employer pelo segundo ano consecutivo
Axa no Brasil
118 Vizualizações
Axa no Brasil
118 Vizualizações

AXA conquista selo Top Employer pelo segundo ano consecutivo

Publicação - 15 de janeiro de 2026

A AXA no Brasil anuncia a conquista da certificação Top Employer pelo segundo ano consecutivo. O reconhecimento reflete a maturidade das práticas de recursos humanos da seguradora…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

Grupo MAG completa 191 anos
MAG Seguros
111 Vizualizações
111 Vizualizações

Grupo MAG completa 191 anos

Publicação - 15 de janeiro de 2026
Seguros Unimed lança programa Sinapse
Seguros Unimed
97 Vizualizações
97 Vizualizações

Seguros Unimed lança programa Sinapse

Publicação - 15 de janeiro de 2026
WordPress Video Lightbox Plugin