O mercado de seguros experimentou, em 2019, novos modelos de negócios que desafiam a regulação tradicional de sinistros. Em linhas gerais, iniciamos um ciclo de recuperação consolidado com as novas demandas das empresas e consumidores, que exigem dos profissionais de seguros capacitação e treinamentos contínuos para atender essa nova realidade.
Conhecimentos técnicos específicos, as habilidades de negociação, o foco em resultado e a visão de negócio fazem parte de um contexto atual e inovador, presentes na discussão dos sinistros, que desafiam os reguladores, os peritos, as seguradoras e, principalmente, os corre- tores de seguros.
A pergunta que devemos fazer é: você, amigo corretor, está preparado para os desafios da regulação de sinistros nos seguros de bens patrimoniais, responsabilidade civil, linhas financeiras (D&O e E&O), garantia, cyber risks, riscos de engenharia, transportes, riscos ambientais e outros?
A realidade nos mostra que a análise, a regulação e o pagamento de indenizações têm se tornado fatores determinantes para a retenção e a fidelização dos segurados, exigindo, cada vez mais, preparação e especialização dos corretores em temas atuais.
Em linhas gerais, considera-se que a ocorrência de um sinistro representa momento de fragilidade e exposição do segurado, que coloca em risco a relação de confiança construída durante a fase de angariação do cliente e negociação da apólice. As questões que se colocam em primeiro plano são:
1. Como resgatar a confiança do segurado que foi abalada pela ocorrência de um sinistro?
2. Qual o papel do corretor na análise, intermediação e negociação do sinistro?
3. Quais as habilidades e competências exigidas pelo corretor para buscar um bom resultado no pagamento da indenização?
Nesse contexto, surge a regulação do sinistro, que tem o propósito de transformar a gestão de crise em oportunidades de novos negócios alcançando, portanto, a satisfação e fidelização do segurado. A visão contemporânea da análise e regulação, com foco em resultado, abrange uma metodologia capaz de combinar três variáveis: tempo, velocidade e capacidade de negociação do sinistro.
O tempo de regulação ou ciclo de existência do sinistro sempre será proporcional à expectativa gerada pelo segurado para o recebimento da indenização justa, que reponha a condição anterior à ocorrência de um sinistro. Desta forma, o tempo e as habilidades de negociação se transformam em medidas de sucesso, ou seja, quanto menor o tempo para pagamento da indenização maior será a satisfação do segurado.
Para reduzir o tempo da regulação é necessário aumentar a velocidade das informações e criar um canal direto de comunicação entre reguladores, peritos, seguradora e segurado, sem perder o foco nas condições negociadas na proposta de seguro e aceitas no fechamento da apólice. Por fim, usar a capacidade de negociação para corrigir interpretações, alinhar conceitos e dúvidas em relação às coberturas e os riscos assumidos pela seguradora.
A combinação dessas variáveis são, fundamentalmente, os indicadores de sucesso que transformam a gestão de crise em oportunidades de novos negócios para os corretores de seguros. Os profissionais de sinistros que atuam nas corretoras devem ser preparados para oferecer assessoria de serviço diferenciada, correta e justa aos seus segurados, capaz de agregar valor à regulação do sinistro com foco no cliente e com visão de resultado.
Por essas razões, o curso de Regulação de Sinistros sob a Ótica do Corretor de Seguros, disponível no site da Unisincor, é uma excelente oportunidade para a atualização dos desafios que envolvem a análise, regulação e pagamento das indenizações. O treinamento é recomendado para todos os profissionais das corretoras, fornecendo elementos básicos para aqueles que querem se aprofundar no estudo do tema.
Robson Vissotto é advogado e economista, pós-graduado em liderança corporativa e docente da Unisincor. Desenvolveu carreira no mercado de seguros atuando em corporações multinacionais e participando ativamente do desenvolvimento e construção das operações de seguro e resseguros para o mercado brasileiro.
Assessoria de Imprensa Unisincor
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