Se havia dúvidas quanto à união de uma categoria profissional em torno de suas principais bandeiras, o 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado entre os dias 10 e 12 de outubro na paradisíaca Costa do Sauípe, na Bahia, se encarregou de dirimi-las uma a uma. Algo em torno de 3,5 mil corretores – alguns deles com suas famílias – participaram de painéis técnicos e fizeram networking nos estandes do recinto de exposição. O modelo desta edição do Congresso, que aconteceu em meio a resorts, cercado de belas áreas verdes, foi aprovado pelos profissionais.
O tema “Desafios para a retomada do crescimento” foi debatido logo do início dos trabalhos com as manifestações de Márcio Coriolano e Jorge Nasser, respectivamente presidentes da CNseg e FenaPrevi, Rogério Marinho (secretário especial de Previdência e Trabalho) e a superintendente da Susep, Solange Vieira. Sob a mediação do presidente da Fenacor, Armando Vergílio, Coriolano e Nasser destacaram o ambiente favorável para o crescimento dos negócios no setor de seguros, tese referendada pelo secretário Marinho que elencou as ações do governo para reduzir o tamanho do Estado. Solange, por sua vez, foi bem objetiva em sua análise: defendeu o desenvolvimento de novos produtos, a criação de um ambiente de concorrência, com novos entrantes, e a adoção da tecnologia, entre outras medidas.
O futuro do mercado e a relação de seguradores e corretores foram objeto de debate entre alguns dos principais players do setor: Antônio Trindade (FenSeg), Vinícius Albernaz (Bradesco Seguros), Francisco Caiuby Vidigal Filho (Sompo Seguros) e José Adalberto Ferrara (Tokio Marine). Este painel foi mediado pelo advogado Antonio Penteado Mendonça. Todos mencionaram suas principais ações para crescimento de carteiras estratégicas, anunciaram novos produtos e analisaram o fenômeno das insurtech. Foram unânimes em apontar o corretor como o principal canal de distribuição, antes de tudo um consultor do risco do seu cliente.
Mas, obviamente, o debate sobre o mercado das cooperativas de proteção veicular, considerado “marginal”, atraiu a maioria das atenções. Roberto Santos (Porto Seguro), Nuno Vieira (Mongeral), Luís Gutiérrez (Mapfre Seguros), Murilo Riedel (HDI Seguros) e também o mediador Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, “chancelaram” os dados do relatório da Ernst & Young sobre o avanço vertiginoso do mercado de proteção veicular. O deputado federal Lucas Vergilio já havia antecipado uma das causas principais (ou a principal) para o crescimento destas entidades que atuam à margem da lei: a falta de uma comunicação eficiente entre as seguradoras e o consumidor.
Aliás, o mercado marginal foi o principal tema de coletiva da Fenacor com os jornalistas especializados. O presidente Armando Vergilio falou das providências tomadas contra as cooperativas nos Procons, Polícia Federal, Ministério Público e Tribunal Regional Federal. Ou tema importante na coletiva foi a autorregulação dos corretores. “Mesmo que a Susep quintuplique de tamanho, não poderá realizar fiscalização preventiva aos cerca de 40 mil corretores ativos”, advertiu Vergilio. Outra coletiva que mobilizou os profissionais da imprensa foi promovida pela Escola Nacional de Seguros, que explicou como será o seu reposicionamento mercadológico e o lançamento da nova identidade visual da instituição. Leia reportagem completa sobre o 21º Congresso dos Corretores na edição impressa da revista Insurance Corp.
- Redação por Carlos Alberto Pacheco
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