Um dos maiores acordos de comércio da história – avaliado em cerca de US$ 20 trilhões – pode impulsionar também o mercado de seguros de Transporte. Para executivos da Argo Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil em comércio exterior, as perspectivas do tratado firmado recentemente entre o Mercosul e a União Europeia são bastante positivas para o setor.
Os dois blocos assinaram uma série de medidas para facilitar o comércio e as trocas entre os lados, estabelecendo tarifas e regulamentações. O documento estabelece, entre outras coisas, marcos regulatórios, taxas alfandegárias, regras sanitárias, propriedade intelectual e compras públicas.
Basicamente, as tratativas facilitarão o envio de produtos – principalmente agrícolas – do Mercosul para a União Europeia, e também a chegada de industrializados da Europa para América do Sul. “Como envolve importação e exportação de diversos produtos, um dos principais beneficiados será o seguro de Transporte, que vem já apresentando um crescimento expressivo, e poderá superar as expectativas já no próximo ano”, calcula Salvatore Lombardi, diretor de Transportes da Argo Seguros e Head of Latin America Marine do Grupo Argo.
O executivo lembra ainda que, como a diminuição das taxas atualmente existentes será gradual, os reflexos do acordo deverão ser sentidos com o passar dos anos. “Boa parte das exportações do Mercosul terão as tarifas de importação zeradas ao longo da próxima década. Isso deve aumentar o interesse de produtores brasileiros em enviar produtos, mas é um processo que levará tempo para se consolidar”, completa Salvatore.
Segundo estimativa do Ministério da Economia, o acordo representará um aumento de R$ 336 bilhões no PIB brasileiro em 15 anos. “Esse é outro fator que devemos avaliar de forma muito positiva, já que com mais dinheiro em caixa, o país deverá investir em obras que facilitem o escoamento da produção. Isso deve não apenas envolver o ramo de Transportes, mas também outros setores como engenharia e garantia”, afirma Newton Queiroz, CEO da Argo Seguros.
“Esse acordo era algo que já não esperávamos neste momento, porque foram 20 anos de tratativas que não chegavam a um consenso. Porém, neste momento de recuperação da economia brasileira, com certeza será muito bem-vindo, não apenas para o mercado de seguros, mas para toda cadeia da indústria”, finaliza Newton.
AGÊNCIA PAUTA VIP
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